TDF: Libreoffice é OpenOffice e BrOffice

Reproduzo aqui a recente notícia divulgada pela “comunidade de voluntários que desenvolve e promove o OpenOffice.org” , a criação da fundação independente, TDF – The Document Foundation , “como uma alternativa ao OpenOffice.org e vai coordenar e supervisionar o desenvolvimento do software”. Na prática, um rompimento com a Oracle, proprietária da marca OpenOffice.org, e a continuidade de um produto de qualidade superior mantendo a liberdade inicial do Projeto, como foi durante os 10 anos de sucesso e convivência com a Sun Microsystems, fundadora e principal patrocinadora.

Leia abaixo o texto divulgado no site BrOffice:

Tela de abertura do LibreOffice

Comunidade OpenOffice.org cria fundação independente para continuar o desenvolvimento da suíte de escritório livre


Com apoio de gigantes da Tecnologia da Informação, líderes mundiais do projeto OpenOffice.org passam a desenvolver a suíte de forma independente. BrOffice.org – Projeto Brasil faz parte da fundação.


A comunidade de voluntários que desenvolve e promove o OpenOffice.org, a suíte de escritório livre líder do mercado, anuncia uma grande mudança na estrutura do projeto. Depois de 10 anos de sucesso com a Sun Microsystems como fundadora e principal patrocinadora, o projeto lança uma fundação independente chamada “The Document Foundation” (TDF). A Fundação escolheu a marca LibreOffice, internacionalmente, como uma alternativa ao OpenOffice.org e vai coordenar e supervisionar o desenvolvimento do software.

O objetivo é ter maior independência na decisão sobre os rumos do projeto internacional, alinhando-o às necessidades de instituições e pessoas que já usam o aplicativo. Já os usuários brasileiros continuarão utilizando o BrOffice.org, cuja marca permanecerá a mesma. Ao integrar-se no esforço de desenvolvimento da The Document Foundation, o projeto brasileiro continua com o mesmo foco: desenvolver o melhor pacote de aplicativos livre para o Brasil.

Uma versão beta, baseada no OpenOffice.org 3.3, com alguns acréscimos, já está disponível para download no site: http://www.libreoffice.org. Desenvolvedores serão convidados a participar do projeto e a contribuir com desenvolvimento do código fonte, bem como tradução, teste, documentação e suporte.

A Oracle, que permaneceu com os ativos do OpenOffice.org, em consequência da compra da Sun Microsystems, foi convidada a participar da nova Fundação, e a doar a marca para a comunidade. Enquanto a The Document Foundation aguarda essa decisão, a marca a ser adotada é “LibreOffice”. A fundação contará com apoios de gigantes mundiais de TI, como a Canonical, Google, Novell, Red Hat e Open Source Initiative.

The Document Foundation apoia o ODF (Open Document Format), e está disposta a trabalhar junto com a OASIS para a próxima evolução da norma ISO”, disse Charles Schulz, membro do Conselho da Comunidade e líder da Confederação de línguas nativas. “The Document Foundation traz para mesa o ponto de vista dos desenvolvedores, apoiadores e usuários, e isso pode acelerar o processo de adoção do ODF nas diversas instâncias governamentais e empresariais”.

Conforme o coordenador geral da BrOffice.org, Claudio Ferreira Filho, a novidade é animadora: “A BrOffice.org – Projeto Brasil em nome da comunidade BrOffice.org sente-se orgulhosa de ser parte integrante da The Document Foundation. Nosso país já possui importantes investimentos no Open Document Format e nas ferramentas de software que o suportam. Apoiamos a The Document Foundation em sua missão e visão e estamos prontos para juntar forças ao processo de desenvolvimento do LibreOffice e BrOffice.org”, afirma Claudio Ferreira Filho.

Olivier Hallot, integrante do Conselho Diretor da TDF e Diretor da BrOffice.org Projeto Brasil, afirma: “O objetivo maior é preservar a qualidade do nosso produto, honrando o compromisso que firmamos com instituições e usuários que utilizam a suíte. É também uma garantia de continuidade e inovação para gestores que planejam adotar o aplicativo e o formato ODF para documentos”.

Declarações de lideranças internacionais

Falando em nome dos grupos de usuários, Sophie Gautier – uma veterana colaboradora da comunidade e antiga mantenedora do projeto de localização da língua francesa – declarou: “Acreditamos que a Fundação é um passo importante para a evolução da suíte, porque libera o desenvolvimento do código e a evolução do projeto das restrições representadas pelos interesses comerciais de uma única empresa. Defensores do software livre ao redor do mundo têm a oportunidade extraordinária de juntar-se ao grupo, como membros fundadores, para escrever um novo capítulo na história do software livre”, afirma Gautier.

Chris DiBona, Gerente de programas de código aberto do Google Inc., comentou o seguinte: “A criação da Fundação é um importante passo para incentivar um maior desenvolvimento das suítes de escritórios de código aberto. O Google se orgulha de ser um apoiador da Fundação e de participar deste projeto”.

“Viva o LibreOffice”, disse Markus Rex, Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral de Soluções de Plataforma Aberta da Novell. “Estamos ansiosos para trabalhar com a TDF para ajudar a desenvolver uma sólida oferta de software de documentos de código fonte aberto. Finalmente, nós esperamos que o LibreOffice faça, para o mercado de produtividade para escritórios, o que o Mozilla Firefox tem feito para os navegadores”.

Jan Wildeboer, EMEA Open Source Affairs da Red Hat, comentou: “Em todo o mundo, os usuários, empresas e governos estão migrando para soluções verdadeiramente livres baseadas em padrões abertos. O LibreOffice fornece o elo que faltava, e quanto a Red Hat, estamos orgulhosos em aderir a este esforço “.

Mark Shuttleworth, fundador e acionista majoritário da Canonical, fabricante do Ubuntu, declarou: “Software de produtividade para escritórios é um componente fundamental. O Projeto Ubuntu terá o prazer de incluir o LibreOffice em versões futuras do Ubuntu. O gerenciamento do LibreOffice pela Fundação fornece aos desenvolvedores do Ubuntu um fórum eficaz para a colaboração em torno do código que faz do Ubuntu uma solução efetiva para computador em ambientes de escritório”.

“O Open Source Initiative tem observado uma nova tendência de comunidades colaborativas para software de código aberto”, disse Simon Phipps, diretor da Open Source Initiative.”Saudamos a iniciativa da Fundação e estamos ansiosos para a inovação que ela é capaz de conduzir, com uma comunidade verdadeiramente aberta, reunida em torno de um software livre em comum, no melhor espírito de software de código aberto”.

O que é a The Document Foundation

The Document Foundation é uma Fundação meritocrática, independente e autônoma criada por lideres da antiga Comunidade OpenOffice.org. Eles continuam a desenvolver na Fundação, os dez anos de trabalho dedicado pela comunidade OpenOffice.org. A TDF foi criada na convicção de que uma fundação independente, é o ajuste adequado aos valores de aberturas essenciais da Comunidade, transparência e valorização das pessoas pela sua contribuição. Está aberta a qualquer pessoa que concorde com os nossos valores fundamentais e contribua com as nossas atividades, e congratula-se com a participação das empresas, por exemplo, através do patrocínio de pessoas para trabalhar como iguais ao lado de outros colaboradores da comunidade.

BrOffice.org em 90 mil máquinas na Petrobras

Notícia divulgada na Linux Magazine que reproduzo aqui:

“A Petrobras iniciou neste mês o processo de instalação do BrOffice.org em seu parque de máquinas, estimado em 90 mil computadores. As instalações do programa de código aberto, que pode ser baixado e usado gratuitamente por empresas e usuários domésticos, devem estar praticamente concluídas em aproximadamente dois meses. Ao todo, o novo software contemplará um público interno de cerca de 100 mil pessoas, que serão, inclusive, capacitadas para o uso da nova ferramenta. A estimativa é que o processo gere uma redução de pelo menos 40% na demanda de aquisição de licenças pagas de software proprietário equivalente.

De acordo com a coordenadora de projetos de Tecnologia da Informação da Petrobras, Márcia Novaes, a adoção do BrOffice.org se deu a partir das análises de viabilidade técnica da ferramenta, que concluiu que o software tem maturidade tecnológica e é adequado às necessidades da companhia. Entretanto, o fator determinante foi o econômico, afirma Márcia. “Também definimos a mudança de padrão interno de documentos e adotamos o ODF, que é um padrão aberto com especificações de domínio público, plenamente suportado pelo BrOffice.org”, completa.

Para que a novidade seja rapidamente absorvida pelos usuários, o projeto prevê três fases, conforme esclarece o analista líder do projeto, Gil Brasileiro. Na fase atual, a de instalação do BrOffice.org, os aplicativos apenas estão sendo acrescentados nas máquinas e os usuários comunicados de que existe uma nova ferramenta. Na segunda fase, haverá uma campanha de estímulo ao uso, prevendo treinamento de pessoal. Por fim, a última etapa será de adequação de licenças, em que cada setor poderá avaliar as suas reais necessidades e optar por manter o aplicativo atual com custos de licenciamento associados ao departamento.

A coordenadora Márcia esclarece ainda que alguns setores manterão as licenças para esses programas. São as gerências que necessitam de recursos específicos ainda não atendidos pelo BrOffice.org, ou que utilizam programas que dependem dos softwares de planilha e edição de texto proprietários usados atualmente.

“Uma das estratégias de adequação de licença é que, a partir de um determinado momento, os usuários não recebam mais atualizações de software proprietário, apenas o BrOffice.org”, explica Gil. Se houver necessidade de outra ferramenta, o gerente daquela área poderá fazer uma solicitação, justificando o pedido e arcando com os custos associados. Para montar o treinamento dos funcionários, a Petrobras contou com o apoio da OSCIP BrOffice.org. “Pedimos para que fossem mapeadas as maiores dúvidas dos usuários de BrOffice.org”, conta Gil Brasileiro.

Na fase preparatória do planejamento da implantação do BrOffice.org, a equipe da Petrobras teve reuniões com gestores que lideraram processos de migração para o programa em outras empresas, como Metrô de São Paulo, Banco do Brasil, Itaipu e Serpro. Além do BrOffice.org, a Petrobras também migrou para o navegador de internet Mozilla Firefox. Estas duas experiências com software de código aberto, cujo planejamento iniciou em 2008, são pioneiras na Petrobras, em se tratando de estações de trabalho. Em muitos servidores, a empresa já utiliza o sistema operacional Linux.

Com assessoria de comunicação.”

Documentação GNOME

Foi divulgado a documentação oficial em bom português do Brasil,do GNOME. Não sei ainda se está completa,mas qualquer esforço neste sentido é sempre muito bem vindo,principalmente porque o Brasil é um dos maiores incentivadores do Software livre/Código Aberto ou Sistema GNU/LInux,que utiliza o Gerenciador de janelas GNOME como padrão em várias distribuições (sistemas operacionais)

Na página principal do GULZO <Grupo de Usuários Linux da Zona Oeste (GULZO)> e também do GULRIO <Grupo de Usuários Linux do Rio de Janeiro (GULRIO)

Biblioteca de Documentação do GNOME


tem os links para a Documentação oficial do GNOME, disponível para os 03 níveis:

Usuário

Administrador

Desenvolvedor

Bom estudo!

Usuário Linux

E finalmente outra excelente matéria do Olhar Digital.

Um número cada vez maior de pessoas adere ao sistema operacional
O Linux é um software livre, criado e desenvolvido por colaboradores espalhados por todo o mundo, e cujo código-fonte é aberto, ou seja, qualquer pessoa pode dar sua colaboração. Isso faz com que a plataforma se torne mais segura, já que os próprios hackers são os responsáveis pelos upgrades do sistema. Entre as versões do Linux, a mais indicada para usuários domésticos é a Ubuntu, que conta com um ambiente gráfico semelhante ao do Windows.

Link:
Ubuntu

Distribuições Linux

Outra excelente matéria do Olhar Digital.

Saiba quais são e o que oferecem as versões mais usadas pelos brasileiros
Quando o assunto é Linux, uma das dúvidas mais freqüentes é: “qual distribuição é a melhor?”. Bom, existem distribuições para os mais diversos fins, sendo que um usuário experiente é até capaz de montar sua própria distribuição, adicionando as funcionalidades que desejar. Escolhemos as seis versões mais usadas no Brasil – Fedora, OpenSuse, Mandriva, Kurumin, Débian e Ubúntu, para mostrar a vocês no Olhar Digital.