Video – Netanyahu: as fronteiras de 1967 são indefensáveis

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A Pedra Fundamental De Um Acordo

A questão entre Israel e Palestina já é conhecida de todos nós. Eventualmente no noticiário televisivo da noite quando estamos confortavelmente no sofá de nossa casa depois de um dia de labuta ficamos sabendo de mais coisas, entretanto percebemos que a questão é complexa e não vemos solução imediata, obviamente que não somos especialistas em diplomacia internacional e aí a coisa fica mais obscura para o cidadão Brasileiro. Porém, um sentimento sempre se evidencia quando o jornal da noite fala sobre Israel e Palestina, uma leve apreensão no peito e a pergunta: Por que é tão difícil um entendimento? O povo Brasileiro é pacífico por natureza, avesso a guerra, fraterno com outros povos e tradições, aqui no Brasil todos os povos e tradições tem seu espaço e convivem bem, por isso ficamos tão intrigados, como povo, com questões deste tipo que não são resolvidas facilmente lá fora. O Artigo que transcrevo abaixo me foi enviado por e-mail pelo Editor do jornal online, www.ruajudaica.com , onde estou cadastrado para receber periodicamente as notícias. Pedi autorização do editor da Rua Judaica para postar o artigo abaixo que considero esclarecedor. Boa Leitura.

Paulo Geiger

As negociações diretas entre israelenses e palestinos têm como objetivo declarado a busca de um acordo para o fim do conflito e, finalmente a paz. É consenso, apesar de muita oposição de setores radicais de ambas as partes, a perspectiva de que essa paz se baseie na existência e convivência de dois estados nas terras que hoje formam o Estado de Israel, os territórios ocupados por Israel e a faixa de Gaza: um estado judaico (Israel) e um estado palestino (Palestina).

Não vou aprofundar aqui a questão da oposição acima mencionada, embora sejam oposições de características e pesos assimétricos: enquanto a oposição israelensee terá de ser –  e será, como foi no acordo de paz com o Egito em 1979, e como na retirada unilateral da faixa de Gaza, em 2005 – imposta pelo governo aos dissidentes, um eventual acordo assinado pelos líderes da Autoridade Palestina não será respeitado – sem que a AP tenha força para impor sua decisão – pelo Hamas, pelo Hizbolá, pelo Irã, e possivelmente, a julgar pelo rumo atual dos acontecimentos, pelo Líbano, pela Síria, pelo Irã e até pela Turquia. Ou seja, enquanto um compromisso israelense teria a garantia da responsabilidade institucional e a força da democracia israelense pa ra impô-lo e consolidá-lo, os palestinos não podem, nem querem, garantir que poderão impor esse compromisso, e colheriam os frutos sem necessariamente terem de pagar o preço, sem nem mesmo poderem ser acusados de violação, já que a oposição seria externa’ e contra a sua vontade.

Mas aqui pretendo examinar apenas o compromisso que os palestinos ‘moderados’ estão dispostos – ou não –  a assumir para um acordo de paz, a começar pelas próprias negociações. No entrechoque das exigências de pré-condições que permitam as negociações, de novo assimetria: o que os palestinos, oficialmente, exigem é a prorrogação do congelamento de construções de casas judaicas em Jerusalém e nos territórios. É uma questão eventual e quase irrelevante, a não ser para os  próprios colonos e as alas mais radicais da sociedade israelense: um futuro acordo necessariamente delimitará as fronteiras dos dois estados, e não serão casas recém-construídas que servirão de referência para isso. Ou seja. &ea cute; uma exigência que pode ser facilmente retirada sem implicações reais para o acordo, ou facilmente cumprida pelos israelenses, se for a única coisa que impeça  o prosseguimento das negociações.

Mas a condição israelense é fundamental para definir qual será a natureza do acordo final: o reconhecimento pelos palestinos de que Israel é um estado judaico. A importância dessa exigência não é simbólica, ela define não a tática, mas a visão estratégica palestina da futura coexistência: se é a aceitação de uma convivência definitiva, ou se é um passo tático para o objetivo final do fim do ‘estado sionista’, que é como Israel é, com viés pejorativo e acusatório, definido por eles. Esta é a tática que foi defendida pela Carta Palestina de 1964, e pela OLP de Iasser Arafat. Passo a passo, sem abrir mão do objetivo final. Como claramente indicado pela insistência do ‘retorno de refugiados’ da guerra de 1948 (guerra que eles mesmos começaram) não para o estado palestino a ser criado, mas para dentro de Israel, transformando automaticamente Israel, pela prevalência demográfica, em mais um estado árabe, provavelmente com mudança na bandeira, na língua oficial, no hino nacional, nas relações com o povo judeu. Foi essa exigência que impediu a criação de um estado palestino já em Camp David, no início do século, e é a visão de uma Palestina integralmente ‘não sionista’ que impediu a criação de dois estados já em 1947.

A justificativa ridícula que o presidente da Autoridade Palestina evoca ao dizer que ‘nunca reconhecerá a natureza judaica de Israel’ é a de que não lhe cabe determinar qual será essa natureza. Claro que não. Assim como Israel não pode determinar qual será a natureza do estado palestino, mas estará implicitamente reconhecendo como ‘estado palestino’ quando, e se, assinar um acordo. ‘Judaico’ não quer dizer, nunca quis dizer na história do sionismo moderno, ‘da religião judaica’. ‘Judaico’ quer dizer ‘do povo judeu’: o estado nacional judaico. Assim como existem mais de quinze estados nacionais árabes, de maioria muçulmana (mas onde teoricamente convivem outras religiões). O fato de o povo judeu professar somente o judaísmo não define o car&aacu te;ter religioso do estado judaico. A religião judaica, ao contrário do Islã radical, não é institucional (a influência religiosa na vida política de Israel ocorre por motivos políticos, e não religiosos). A confusão não é semântica, é política. Não cabe a ninguém mais, a não ser os israelenses, determinar a futura natureza do Estado de Israel. Assim como as populações árabes determinam a natureza árabe de seus estados. Mas a recusa dos  palestinos de reconhecerem o que os israelenses concebem HOJE como sua natureza (estado nacional do povo judeu) é indício claro de sua intenção: manter aberta a opção de ‘desjudaizar’ Israel, ou ‘dessionizar’ Israel, o que é a mesma coisa. É a continuação do objetivo estratégico palestino (e radical islâmico) que impediu a paz e a convivência desde sempre. Não é uma questão de retórica, é a pedra fundamental de qualquer acordo sincero.

(Especial para Rua Judaica)


Os mapas do local

Localização da Faixa de Gaza.

Localização da Faixa de Gaza.

ANO NOVO PARA UM VELHO POVO

A mensagem abaixo foi retirada do blog “Notícias da Rua Judaica” do Jornalista Osias Wurman, é um belo texto que fala do ano novo Judaico. O link para o texto original está em :

www.ruajudaica.com

ANO NOVO PARA UM VELHO POVO

Entramos no final do mês de Elul pelo calendário hebraico. Trata-se do mês mais importante do ano pois celebraremos, ao seu final, o Rosh Hashana, o ano novo judaico de 5771, e também o Yom Kippur, o dia do perdão.

Neste mês é tradição desejarmos um feliz ano novo para todos. Neste período, cada um deve fazer um verdadeiro balanço do ano que passou, levando a credito as boas ações, e a debito os erros.

Ensinam nossos sábios que o arrependimento, as orações e a filantropia podem reverter os maus desígnios do destino.

É fácil concluir que em relação aos principais preceitos do judaísmo, como os Dez Mandamentos, erramos apenas suavemente. Na verdade, o maior perigo reside nos atos errados que praticamos e sequer sentimos que são erros.

Um exemplo claro está nas lições do grande sábio da Torah – o sábio e estudioso Chafetz Chaim.  Lashon Harah, a maledicência, ou falar mal dos outros, é algo que fazemos muitas vezes sem perceber e ignoramos o mal que isto pode provocar.

Em nossa boca temos a mais perigosa das armas de um ser humano, ou seja: a palavra. Para ferir alguém com uma arma é preciso que este alguém esteja em nossa frente ou em nossa direção. Através da difamação, ou Lashon Harah, podemos atingir alguém que está a quilômetros de distancia e até em outro país.

Ao refletirmos sobre os erros do ano que passou, devemos tentar lembrar a quem teríamos ofendido com palavras, ou simplesmente divulgando boatos e mentiras, procurando concertar os danos causados.

Em Rosh Hashana é fundamental concentrar o pensamento nas atitudes, procurando repetir as virtudes e eliminar as falhas.

Este ano, devemos ter em mente durante as orações e festividades, que um jovem judeu ainda está privado de sua tão preciosa liberdade.

Enquanto um só judeu estiver cativo, é como se todos nós judeus estivéssemos cativos!

Refiro-me a Guilad Shalit, o israelense que nesta semana completou seus 24 anos numa prisão do grupo terrorista Hamas, onde encontra-se há mais de 4 anos sem visitas, sequer da Cruz Vermelha.

Falar em paz é falar em respeito mútuo. È falar em humanismo. É falar em amor ao próximo.

Que este ano novo seja cheio de alegrias, saúde, paz e realizações pessoais, com muito orgulho de filhos e netos.

Que o mundo caminhe por avenidas mais largas onde também possam transitar os menos aquinhoados pelo destino.

Que possamos comemorar finalmente a paz justa e definitiva entre árabes e israelenses. Que possamos ter menos desemprego e mais justiça social em nosso Brasil.

Shanah Tovah ! Feliz 5771 !


Fonte desta notícia: www.ruajudaica.com

Reflexão

EINSTEIN (por ele mesmo)

“Algo só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário. A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo.”

“Ciência sem religião é manca. Religião sem ciência é cega.”

“A ciência nos afasta de Deus, mas a ciência pura nos aproxima de um criador.”

“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.”

“Eu não posso acreditar que Deus tenha escolhido jogar dados com o Universo.”
(Dando a entender que na sua opinião a Natureza não poderia operar através de leis estatísticas, tal como proposto na Teoria Quântica)

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Paz em varias crenças e religioes

HINDUÍSMO:

Não faças aos demais aquilo que não queres que seja feito a ti; e deseja também para o próximo aquilo que desejas e aspiras para ti mesmo. Esse é todo o Dharma, atenta bem para isso
(Mahabharata, apud. Rost, p.20; Campbell, p.52)

JUDAÍSMO:

Não faças a outrem o que abominas que se faça a ti. Eis toda a Torá. O resto é comentário
(Hillel, apud. Shclesinger & Porto, p.26; Rost, p.69)
Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor
(Levítico 19:18)

ZOROASTRISMO:

Aquilo que é bom para qualquer um e para todos, para quem quer que seja – isso é bom para mim… O que julgo bom para mim mesmo, deverei desejar para todos. Só a Lei Universal é a verdadeira Lei
(Gathas, apud. Rost, p. 56)

BUDISMO:

Todos temem o sofrimento, e todos amam a vida. Recorda que tu também és igual a todos; faze de ti próprio a medida dos demais e, assim, abstém-te de causar-lhes dor
(Dhammapada, apud. Rost, p.39)

CRISTIANISMO:

Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, porque isto é a Lei e os Profetas
(Mateus 7:12)

O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei
(João 15:12)

ISLAMISMO:

Nenhum de vós é um verdadeiro crente a menos que deseje para seu irmão aquilo que deseja para si mesmo
(Hadith, apud. Rost, p. 103; Campbell, p.54)

Ó Filho do Homem! …se teus olhos estiverem volvidos para justiça, escolhe tu para teu próximo o que para ti próprio escolhes. Bem-aventurado quem prefere seu irmão a si próprio… tal homem figura entre o povo de Bahá’í
(Palavras do Paraíso; “Terceira” e “Décima” folhas do Paraíso)

WICCA:

Tudo o que você faz, seja positivo ou negativo, retorna para você três vezes mais
(Lei trina)

CONFUCIONISMO:

Não ordene a outros aquilo que você não quer que seja ordenado a você
(Anacletos 15:23)

JAINISMO:

Na felicidade e no sofrimento, na alegria e na tristeza, respeite todas as criaturas assim como respeita a si mesmo
(Lord Mahavir 24º Tirthankara)

ÍNDIOS NORTE-AMERICANOS:

Respeito por toda a vida é a fundação
(A grande lei da paz)

SIKHISMO:

Não esteja alienado dos outros, pois Deus mora em todos os corações
(Sri Guru Granth Sahib)

Desiderata

Desiderata

Ande placidamente entre o barulho e a pressa e lembre-se que a paz pode existir no silêncio. Mantenha-se em bons termos com todas as pessoas, tanto quanto possível sem render-se. Diga a sua verdade tranquila e claramente e ouça os outros, mesmo os obtusos e ignorantes, eles também tem a sua estória. Evite as pessoas ruidosas e agressivas sem vexações ao espírito. Se se comparar com outros poderá se tornar vaidoso e amargo, pois sempre haverá pessoas maiores e menores que você!

Desfrute das suas realizações como também dos seus planos,
Mantenha-se interessado na sua própria carreira por humilde que seja; é uma verdadeira posse nas mutações do destino.
Seja prudente nos seus negócios, pois o mundo está cheio de trapaças. Mas, não deixe isso tornar você cego à virtude; muitas pessoas lutam por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmo.

Seja você mesmo. E sobretudo não finja afeição. Também não seja cínico a respeito do amor, pois acima de toda aridez e desencanto ele é tão perene como a relva. Recolhe mansamente o conselho dos anos, renunciando graciosamente as coisas da juventude. Nutra sua força espiritual para que o proteja na desgraça repentina. Porém, não se aflija com coisas imaginárias; muitos temores nascem da fadiga e da solidão. Junto a uma disciplina saudável, seja gentil consigo mesmo. Você é uma criatura do universo, não menos que as árvores e as estrelas. Você tem o direito de estar aqui, e seja evidente ou não para você, o universo sem dúvida se desenvolve como deve. Portanto, esteja em paz com Deus e quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações, mantenha-se em paz com a sua alma. Com todos os seus fingimentos, trabalhos e sonhos desfeitos, este continua sendo um mundo bonito.
Tome cuidado, esforce-se em ser feliz!

Igreja de Saint Paul,Baltimore, 1692

DESIDERATA – Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração.
Este texto foi encontrado na escadaria da velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, em 1692.
O texto é atribuído à Max Ehrmannn e foi registrado em 1927.