BrOffice.org em 90 mil máquinas na Petrobras

Notícia divulgada na Linux Magazine que reproduzo aqui:

“A Petrobras iniciou neste mês o processo de instalação do BrOffice.org em seu parque de máquinas, estimado em 90 mil computadores. As instalações do programa de código aberto, que pode ser baixado e usado gratuitamente por empresas e usuários domésticos, devem estar praticamente concluídas em aproximadamente dois meses. Ao todo, o novo software contemplará um público interno de cerca de 100 mil pessoas, que serão, inclusive, capacitadas para o uso da nova ferramenta. A estimativa é que o processo gere uma redução de pelo menos 40% na demanda de aquisição de licenças pagas de software proprietário equivalente.

De acordo com a coordenadora de projetos de Tecnologia da Informação da Petrobras, Márcia Novaes, a adoção do BrOffice.org se deu a partir das análises de viabilidade técnica da ferramenta, que concluiu que o software tem maturidade tecnológica e é adequado às necessidades da companhia. Entretanto, o fator determinante foi o econômico, afirma Márcia. “Também definimos a mudança de padrão interno de documentos e adotamos o ODF, que é um padrão aberto com especificações de domínio público, plenamente suportado pelo BrOffice.org”, completa.

Para que a novidade seja rapidamente absorvida pelos usuários, o projeto prevê três fases, conforme esclarece o analista líder do projeto, Gil Brasileiro. Na fase atual, a de instalação do BrOffice.org, os aplicativos apenas estão sendo acrescentados nas máquinas e os usuários comunicados de que existe uma nova ferramenta. Na segunda fase, haverá uma campanha de estímulo ao uso, prevendo treinamento de pessoal. Por fim, a última etapa será de adequação de licenças, em que cada setor poderá avaliar as suas reais necessidades e optar por manter o aplicativo atual com custos de licenciamento associados ao departamento.

A coordenadora Márcia esclarece ainda que alguns setores manterão as licenças para esses programas. São as gerências que necessitam de recursos específicos ainda não atendidos pelo BrOffice.org, ou que utilizam programas que dependem dos softwares de planilha e edição de texto proprietários usados atualmente.

“Uma das estratégias de adequação de licença é que, a partir de um determinado momento, os usuários não recebam mais atualizações de software proprietário, apenas o BrOffice.org”, explica Gil. Se houver necessidade de outra ferramenta, o gerente daquela área poderá fazer uma solicitação, justificando o pedido e arcando com os custos associados. Para montar o treinamento dos funcionários, a Petrobras contou com o apoio da OSCIP BrOffice.org. “Pedimos para que fossem mapeadas as maiores dúvidas dos usuários de BrOffice.org”, conta Gil Brasileiro.

Na fase preparatória do planejamento da implantação do BrOffice.org, a equipe da Petrobras teve reuniões com gestores que lideraram processos de migração para o programa em outras empresas, como Metrô de São Paulo, Banco do Brasil, Itaipu e Serpro. Além do BrOffice.org, a Petrobras também migrou para o navegador de internet Mozilla Firefox. Estas duas experiências com software de código aberto, cujo planejamento iniciou em 2008, são pioneiras na Petrobras, em se tratando de estações de trabalho. Em muitos servidores, a empresa já utiliza o sistema operacional Linux.

Com assessoria de comunicação.”

Zune para Mac e Linux!


Notícia divulgada no Jornal Tecnologia, reproduzo abaixo a notícia,bem interessante.

A Microsoft está considerando se ela deve oferecer o Zune e seus serviços para outras plataformas, incluindo a Apple, afirmou a analista Mary Jo Foley nesta terça.Jose Pinero, diretor de comunicações, disse à Foley que não há garantia de que isto irá acontecer, porém é uma das estratégias que a empresa de Redmond está considerando.“O Zune é um serviço de música e vídeo da Microsoft. E só isso.” disse Pinero. Segundo a analista da ZDNet, isto significa que o futuro do Zune é no ramo de software e serviços e não no de hardware.

Penso que o motivo para esta decisão,caso se efetive, é bem simples,nada a ver com ser ou não bonzinhos,são apenas negócios,e eles sabem muito bem que com a expansão dos dispositivos móveis ( nem vou falar no iphone,a maioria por aqui não tem grana pra bancar um e menos ainda mantê-lo!) a demanda por música e vídeo vai aumentar muito e com isso obten-se mais propaganda,mais market share,mas dinheiro no bolso,além de eventualmente se passar por boazinha.
Além disso a Apple já começou a olhar melhor para nós lançando oficialmente no Brasil a sua Apple Store, tem de tudo lá, menos música e vídeo, e este movimento da Apple não pode ser ignorado,a microsoft não é boba e de marketing eles entendem muito bem.
Já pensou,Zune disponível para usuários de qualquer sistema operacional? Linux,MacOSX,etc? Se acontecer qual será a reação da Apple? Vou esperar tranquilamente e torcer para acontecer e os efeitos da concorrẽncia beneficiarem a nós,usuários. 🙂

SplahTop Linux

Uma notícia muito boa,divulgada na geek.com.br. Reproduzo abaixo.

Nova versão do SplahTop Linux será embutido em placas-mãe de PCs corporativos

Sistema dá acesso ao Outlook e ferramentas corporativas, além de permitir a construção de estações de trabalho “Thin Client” de baixíssimo custo.

Por Antonio Blanc

A empresa norte-americana DeviceVM anunciou uma versão de seu ambiente Linux leve SplashTop, voltada aos usuários corporativos. O SplashTop é equipado com todos os drivers necessários para a máquina onde está instalado, além de softwares para a web como o Firefox e Skype e um media player. O sistema, de início rápido, virá embutido em um chip na placa-mãe.

Já usado em modelos da ASUS, Lenovo, Acer, Sony e LG, o SplashTop é capaz de colocar um usuário na internet em apenas 30 segundos, deixando-o “pronto para trabalhar” em muito menos tempo que o Windows levaria para inicializar (dois minutos ou mais, dependendo da máquina). A versão corporativa, batizada de SplashTop Business, tem recursos únicos como integração com o Microsoft Outlook, suporte a conexões via 3G, rede cabeada e Wi-Fi, suporte a soluções de virtualização como Citrix e VMWare e segurança reforçada.

Na prática o software permitirá que as empresas instalem estações de trabalho sem disco rígido, a preço baixíssimo, trabalhando como “Thin Clients” com acesso a recursos de TI internos e aplicativos e serviços na Web, o que reduz custos com hardware, configuração e manutenção. É possível, por exemplo, configurar o Thin Client para trabalhar como terminal remoto de um servidor Windows – o usuário nem percebe que está trabalhando em um Linux.

Segundo a DeviceVM, a nova versão corporativa do SplashTop estará disponível em máquinas “dos três maiores fabricantes de PCs” até o final do ano. A Dell é uma das empresas que já demonstrou oficialmente interesse no produto.

www.geek.com.br

Código-conceito malicioso capaz de se alojar na BIOS

Notícia interesante divulgada no G1 reproduzida abaixo na íntegra:

“A conferência de segurança CanSecWest, que terminou na semana passada, reuniu pesquisadores do mundo todo para demonstrar novas técnicas de segurança e invasão. Lá, dois argentinos mostraram como é possível armazenar um código malicioso permanente na BIOS (Sistema Básico de Entrada e Saída) da placa-mãe, um local antes considerado seguro contra pragas digitais.
Também no resumo de notícias dessa semana: praga digital infecta modems ADSL e roteadores; dispositivos móveis saem ilesos de competição na CanSecWest; atualização do Java corrige brechas de segurança.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e deixe-a na seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

>>>> Pesquisadores demonstram ataque que se aloja na BIOS
Dois pesquisadores argentinos da empresa de segurança Core Security Technologies demonstraram um código-conceito capaz de se alojar na BIOS (Sistema Básico de Entrada/Saída) da placa-mãe do computador. Anibal Sacco e Alfredo Ortega fizeram a apresentação durante a conferência de segurança CanSecWest, na semana passada.

Como o código é executado a partir da placa-mãe, reinstalar o sistema operacional ou mesmo reformatar o disco rígido não é suficiente para remover o programa indesejado. Os programa gerado pelos pesquisadores consegue ler e alterar arquivos presentes no disco rígido a partir da BIOS.

Especialistas conseguiram injetar um código no sistema da placa-mãe do computador, diferentemente dos vírus comuns, que se alojam apenas no disco rígido. (Foto: Divulgação)

Até hoje não se tem notícia de nenhum código malicioso capaz de usar a BIOS para infectar o sistema. Algumas pragas digitais, como o CIH (também conhecido como Chernobyl) e o MagiStr tentavam zerar o conteúdo da memória onde é armazenada a BIOS, o que fazia com que o computador não inicializasse mais. Os pesquisadores, no entanto, conseguiram inserir seu próprio código na BIOS, em vez de danificá-la.

O ataque independe do sistema operacional. Na demonstração, os pesquisadores infectaram a BIOS a partir do Windows e do OpenBSD. Eles também obtiveram sucesso na tentativa de modificar a BIOS de uma máquina virtual — como são chamados os computadores “virtuais” que rodam em apenas um único hardware, mas com sistemas operacionais distintos. Nesse caso, a BIOS do computador físico não era afetada, mas todas as máquinas virtuais eram infectadas.

Os pesquisadores dizem ser preciso mais pesquisa para que possa ser criado um vírus “camuflado” — ou rootkit — que reinfecta silenciosamente o computador sem que o usuário perceba. Uma praga digital assim seria muito difícil de ser eliminada, ou mesmo detectada.

A prova da possibilidade de ataques persistentes usando a BIOS chega mais de dois anos depois de outra pesquisa que demonstrou a possibilidade de instalar pragas digitais em placas PCI, em novembro de 2006.

Mesmo depois de tanto tempo, nenhum vírus real fez uso dessa técnica para se alojar em placas PCI. O mesmo pode ser esperado desta, a não ser que códigos prontos sejam disponibilizados para facilitar a integração dessa funcionalidade nas pragas digitais.

Os pesquisadores não informaram se os chips de computação confiável (Trusted Platform Module), já incluídos em alguns computadores mais recentes, dificultam a realização do ataque ou mesmo sua identificação. Os slides usados na apresentação estão disponíveis na internet em PDF.

>>>> Praga se espalha por modems ADSL e roteadores que rodam Linux
Pesquisadores da DroneBL anunciaram esta semana a descoberta de um vírus que se espalha por modems ADSL e roteadores cujo sistema é baseado em Linux (arquitetura MIPS). Batizada de “psyb0t”, a praga tira proveito de senhas fracas configuradas nos equipamentos e em vulnerabilidades existentes em firmwares — como é chamado o software que opera o modem — desatualizados.

O OpenWRT é um dos sistemas afetados, mas apenas se a configuração padrão foi modificada para permitir gerenciamento fora da rede interna. (Foto: Reprodução)

A grande maioria dos modems não é afetado. Muitos equipamentos não rodam Linux, e mesmo entre os que rodam, a configuração padrão costuma não permitir o acesso remoto ao painel de administração — necessário para que o vírus se propague. No Brasil, prestadoras de serviço ADSL costumam bloquear as conexões que o vírus necessita, o que colocaria apenas utilizadores de conexões empresariais em risco.

Para verificar se o seu modem foi afetado, basta tentar entrar no painel de administração. Se a tela de login, pelo menos, aparecer, não há infecção, pois o vírus bloqueia o acesso. Se o aparelho estiver infectado, basta realizar um “hard reset” no modem e configurá-lo de forma adequada.

A praga digital captura senhas e usuários por meio da análise do tráfego que passa pelo modem e forma uma rede zumbi, capaz de realizar ataques de negação de serviço, entre outros. O site da DroneBL está sob ataque, o que levou os pesquisadores à descoberta.

O psyb0t ataca apenas roteadores e modems que usam Linux. Computadores comuns e servidores não estão em risco.

>>>> Dispositivos móveis saem ilesos de competição
A Pwn2Own, competição de segurança realizada na conferência de segurança CanSecWest, no Canadá, colocou navegadores web e dispositivos móveis lado a lado para que especialistas em segurança pudessem demonstrar falhas ainda desconhecidas para invadi-los. Nos navegadores web, apenas o Chrome sobreviveu. Porém, todos os dispositivos móveis participantes — BlackBerry, Android, iPhone, Symbian e Windows Mobile — saíram ilesos.

Os navegadores Internet Explorer, Firefox e Safari foram comprometidos já no primeiro dia. Um pesquisador alemão que se identificou apenas como “Nils” conseguiu quebrar a segurança dos três navegadores. Antes dele, Charles Miller havia obtido acesso ao computador com Safari, tornando o navegador da Apple o único que foi atacado com sucesso duas vezes. O navegador Opera não participou da competição.

Os dispositivos móveis sofreram poucas tentativas de ataque, e as poucas não tiveram sucesso. Segundo a TippingPoint, cujo programa Zero Day Initiative (ZDI) patrocina o evento, a edição do ano que vem contará novamente com dispositivos móveis, porém os modelos exatos a serem usados serão divulgados com mais antecedência, para permitir que os interessados testem seus códigos antes de ir na competição, onde cada um tem apenas 30 minutos.

>>>> Nova versão do Java corrige problemas de segurança

Configurações de atualização do Java estão disponíveis no Painel de Controle. (Foto: Reprodução)

A Sun lançou o Java Runtime Environment (JRE) 6.0 Update 13 e o 5.0 Update 18 para solucionar dois problemas de segurança. A atualização do JRE é importante porque ele pode ser chamado pelo navegador web, permitindo que páginas web maliciosas sejam capazes de tirar proveito das brechas existentes no Java.

O JRE inclui um mecanismo de atualização automática. Basta aceitá-la quando aparecer o aviso sobre uma nova versão do Java, perto do relógio do Windows.

Assim termina o resumo das principais notícias desta semana. Na segunda-feira (30), a coluna volta para falar sobre os vírus que, como essa nova pesquisa dos pesquisadores argentinos, expandiram o conceito de “código malicioso”. Bom fim de semana a todos!

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca. ”

Documentação GNOME

Foi divulgado a documentação oficial em bom português do Brasil,do GNOME. Não sei ainda se está completa,mas qualquer esforço neste sentido é sempre muito bem vindo,principalmente porque o Brasil é um dos maiores incentivadores do Software livre/Código Aberto ou Sistema GNU/LInux,que utiliza o Gerenciador de janelas GNOME como padrão em várias distribuições (sistemas operacionais)

Na página principal do GULZO <Grupo de Usuários Linux da Zona Oeste (GULZO)> e também do GULRIO <Grupo de Usuários Linux do Rio de Janeiro (GULRIO)

Biblioteca de Documentação do GNOME


tem os links para a Documentação oficial do GNOME, disponível para os 03 níveis:

Usuário

Administrador

Desenvolvedor

Bom estudo!

Linux e o Sistema GNU – Richard Stallman

Escrito por Richard Stallman
(sobre a relação entre o Linux e o projeto GNU)

Texto traduzido por Erik Kohler.


O projeto GNU começou há 12 anos atrás com o objetivo de desenvolver um sistema operacional Unix-like totalmente livre. “Livre” se refere à liberdade, e não ao preço; significa que você está livre para executar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o software.

Um sistema Unix-like consiste de muitos programas diferentes. Nós achamos alguns componentes já disponíveis como softwares livres — por exemplo, X Window e TeX. Obtemos outros componentes ajudando a convencer seus desenvolvedores a tornarem eles livres — por exemplo, o Berkeley network utilities. Outros componentes nós escrevemos especificamente para o GNU — por exemplo, GNU Emacs, o compilador GNU C, o GNU C library, Bash e Ghostscript. Os componentes desta última categoria são “software GNU”. O sistema GNU consiste de todas as três categorias reunidas.

O projeto GNU não é somente desenvolvimento e distribuição de alguns softwares livres úteis. O coração do projeto GNU é uma idéia: que software deve ser livre, e que a liberdade do usuário vale a pena ser defendida. Se as pessoas têm liberdade mas não a apreciam conscientemente, não irão mantê-la por muito tempo. Se queremos que a liberdade dure, precisamos chamar a atenção das pessoas para a liberdade que elas têm em programas livres.

O método do projeto GNU é que programas livres e a idéia da liberdade dos usuários ajudam-se mutuamente. Nós desenvolvemos software GNU, e conforme as pessoas encontrem programas GNU ou o sistema GNU e comecem a usá-los, elas também pensam sobre a filosofia GNU. O software mostra que a idéia funciona na prática. Algumas destas pessoas acabam concordando com a idéia, e então escrevem mais programas livres. Então, o software carrega a idéia, dissemina a idéia e cresce da idéia.

Em 1992, nós encontramos ou criamos todos os componentes principais do sistema exceto o kernel, que nós estávamos escrevendo. (Este kernel consiste do microkernel Mach mais o GNU HURD. Atualmente ele está funcionando, mas não está preparado para os usuários. Uma versão alfa deverá estar pronta em breve.)

Então o kernel do Linux tornou-se disponível. Linux é um kernel livre escrito por Linus Torvalds compatível com o Unix. Ele não foi escrito para o projeto GNU, mas o Linux e o quase completo sistema GNU fizeram uma combinação útil. Esta combinação disponibilizou todos os principais componentes de um sistema operacional compatível com o Unix, e, com algum trabalho, as pessoas o tornaram um sistema funcional. Foi um sistema GNU variante, baseado no kernel do Linux.

Ironicamente, a popularidade destes sistemas desmerece nosso método de comunicar a idéia GNU para as pessoas que usam GNU. Estes sistemas são praticamentes iguais ao sistema GNU — a principal diferença é a escolha do kernel. Porém as pessoas normalmente os chamam de “sistemas Linux (Linux systems)”. A primeira impressão que se tem é a de que um “sistema Linux” soa como algo completamente diferente de “sistema GNU”, e é isto que a maioria dos usuários pensam que acontece.

A maioria das introduções para o “sistema Linux” reconhece o papel desempenhado pelos componentes de software GNU. Mas elas não dizem que o sistema como um todo é uma variante do sistema GNU que o projeto GNU vem compondo por uma década. Elas não dizem que o objetivo de um sistema Unix-like livre como este veio do projeto GNU. Daí a maioria dos usuários não saber estas coisas.

Como os seres humanos tendem a corrigir as suas primeiras impressões menos do que as informações subsequentes tentam dizer-lhes, estes usuários que depois aprendem sobre a relação entre estes sistemas e o projeto GNU ainda geralmente o subestima.

Isto faz com que muitos usuários se identifiquem como uma comunidade separada de “usuários de Linux”, distinta da comunidade de usuários GNU. Eles usam todos os softwares GNU; de fato, eles usam quase todo o sistema GNU; mas eles não pensam neles como usuários GNU, e frequentemente não pensam que a filosofia GNU está relacionada a eles.

Isto leva a outros problemas também — mesmo dificultando cooperação com a manutenção de programas. Normalmente quando usuários mudam um programa GNU para fazer ele funcionar melhor em um sistema específico, eles mandam a mudança para o mantenedor do programa; então eles trabalham com o mantenedor explicando a mudança, perguntando por ela, e às vezes reescrevendo-a para manter a coerência e mantenebilidade do pacote, para ter o patch instalado.

Mas as pessoas que pensam nelas como “usuários Linux” tendem a lançar uma versão “Linux-only” do programa GNU, e consideram o trabalho terminado. Nós queremos cada e todos os programas GNU que funcionem “out of the box” em sistemas baseados em Linux; mas se os usuários não ajudarem, este objetivo se torna muito mais difícil de atingir.

Como deve o projeto GNU lidar com este problema? O que nós devemos fazer agora para disseminar a idéia de que a liberdade para os usuários de computador é importante?

Nós devemos continuar a falar sobre a liberdade de compartilhar e modificar software — e ensinar outros usuários o valor destas liberdades. Se nós nos beneficiamos por ter um sistema operacional livre, faz sentido para nós pensar em preservar estas liberdades por um longo tempo. Se nós nos beneficiamos por ter uma variedade de software livres, faz sentido pensar sobre encorajar outras pessoas a escrever mais software livre, em vez de software proprietário.

Nós não devemos aceitar a idéia de duas comunidades separadas para GNU e Linux. Ao contrário, devemos disseminar o entendimento de que “sistemas Linux” são variantes do sistema GNU, e que os usuários destes sistemas são tanto usuários GNU como usuários Linux (usuários do kernel do Linux). Usuários que têm conhecimento disto irão naturalmente dar uma olhada na filosofia GNU que fez estes sistemas existirem.

Eu escrevi este artigo como um meio de fazer isto. Outra maneira é usar os termos “sistema GNU baseado em Linux (Linux-based GNU system)” ou “sistema GNU/Linux (GNU/Linux system)”, em vez de “sistema Linux”, quando você escreve sobre ou menciona este sistema.

Copyright 1996 Richard Stallman

Cópia e redistribuição permitida sem royalty contanto que esta notificação esteja preservada.

Fonte: http://www.cipsga.org.br/sections.php?op=viewarticle&artid=49

Supercomputador IBM de 30 petaflops vai rodar Linux!

“EUA contrata IBM para construir maior supercomputador do mundo.
O governo dos Estados Unidos contratou a IBM para construir um supercomputador com mais potência que todos os listados na lista Top 500 dos maiores supercomputadores do mundo.

O sistema Sequoia é uma proposta ambiciosa para a IBM. Com capacidade de 30 petaflops, ele será usado pelo Departamento de Energia dos EUA em suas pesquisas de matérias-primas nucleares. Os sistemas mais rápidos hoje alcançam 1 petaflop, um êxito notável atingido apenas ano passado.

É o maior salto de capacidade de computação já realizada”, disse Mark Seager, assistente do departamento de tecnologia avançada do Lawrence Livermore National Laboratory, na Califórnia, onde o sistema será montado. Ele deve começar a funcionar em 2012.

Na verdade, a IBM está construindo dois supercomputadores com este contrato. O primeiro será entregue no meio deste ano, chamado Dawn e irá operar em cerca de 500 teraflops. Será usado pelos pesquisadores, para ajudá-los a preparar o sistema maior.

O Sequoia usará aproximadamente 1,6 milhão de núcleos de processadores, todos chips da IBM, executando Linux – sistema que domina a computação de alta performance. Apesar de a configuração final do chip não ter sido determinada ainda, o sistema terá memória de 1,6 terabytes e será hospedado em 96 estantes do tamanho de uma geladeira. O custo final do sistema não foi revelado.

Patrick Thibodeau, editor da Computerworld, dos EUA”

Fonte: BR-Linux , IDGNow