Palestinos: O Engodo dos Detectores de Metais

Palestinos: O Engodo dos Detectores de Metais

por Khadija Khan
5 de Agosto de 2017

Original em inglês: Palestinians: The Metal Detector Scam
Tradução: Joseph Skilnik

Os detectores de metais são lugar comum nas mesquitas mais importantes do Oriente Médio, mais de 5.000 câmeras de vigilância (além de 100.000 agentes de segurança) monitoram os peregrinos que se dirigem para Meca na Arábia Saudita durante o Haj anual.

Enquanto o terrorista estava sendo tratado em um hospital israelense, a Autoridade Palestina celebrava seu ato e deu início aos procedimentos segundo os quais ele receberá um salário de mais de US$3.000 por mês pela tentativa de se tornar “mártir” por intermédio do assassinato de judeus.

Está na hora da comunidade internacional impedir que as portas fiquem abertas para que os radicais usem o povo palestino como peões para que atinjam seu objetivo maior, transparente a todos, incluindo a todos os muçulmanos: varrer Israel do mapa através da deslegitimação.

Para saber mais acesse o link abaixo 👇

https://pt.gatestoneinstitute.org/10778/palestinos-detectores-metais

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20 DE MAIO: O ANIVERSÁRIO DE JERUSALÉM

Por Osias Wurman, Jornalista

A todos que praticam a fé monoteísta, sejam judeus, católicos ou muçulmanos, a cidade de Jerusalém, lembrada e cantada como sagrada, eterna, de ouro e da paz, é um dos maiores e mais antigos tesouros da religiosidade, tendo sido palco dos mais importantes eventos para estas religiões.

Para os judeus, a capital do Reino de David, que conquistou Jerusalém há mais de três mil anos, abriga as ruínas do templo do Rei Salomão, considerado o local mais sagrado do judaísmo.

Segundo a tradição judaica, foi deste local que o Criador coletou o pó da terra para fazer surgir o primeiro ser humano a sua semelhança: Adão. Foi, também, onde seu filho Caim matou por inveja seu irmão Abel.

O local também foi palco de uma das mais importantes passagens bíblicas que relata a lealdade do patriarca Abraão a Deus, quando levou seu filho Isaac para sacrificá-lo em louvor ao Senhor.

Para os muçulmanos, a Mesquita de Omar, construída sob o espaço outrora ocupado pelo Grande Templo, representa o terceiro mais sagrado local depois de Meca e Medina. Conta a tradição muçulmana que o profeta Maomé teria subido deste local para os céus.

Para a fé cristã, a Igreja do Santo Sepulcro marca o local onde Jesus foi crucificado e ressuscitou. Na população atual da cidade encontramos uma acentuada predominância de judeus.

Ao longo de três milênios, os judeus foram o único povo a considerar esta cidade como sua capital política e espiritual. Mesmo durante os 2.000 anos de exílio judaico, sempre existiram grupos de seguidores das leis mosaicas morando em Jerusalém.

Para comprovar textualmente a importância de Jerusalém para os judeus, comparada com as coirmãs monoteístas, basta contar as 657 vezes em que é citada no Velho Testamento, 154 vezes no Novo Testamento e sem menção no Corão.

Independentemente da notória prevalência judaica nas raízes desta sagrada cidade, cabe às três religiões o mesmo direito de livre acesso e de auto-administração de seus locais sagrados, seguindo rigorosamente os ditames, de suas crenças.

É para garantir este estado de liberdade de acesso e segurança total que o Governo de Israel insiste em manter a soberania política sobre a totalidade da região. Vale lembrar que até julho de 1967, quando a Cidade Velha foi liberada do domínio jordaniano, durante a Guerra dos Seis Dias, os locais sagrados para os judeus, como o Muro das Lamentações, eram mantidos em péssimas condições de manutenção e proibido o acesso de israelenses a estes locais. Até sanitários existiam defronte às ruínas do Grande Templo de Salomão.

Um episódio histórico serve para ilustrar, com clareza, a filosofia dos governantes de Israel com relação às outras religiões da região. Durante os ferozes combates na Velha Jerusalém, em 1967, o comandante-em-chefe das tropas israelenses, general Moshé Dayan, considerado o maior herói militar do Estado de Israel, ao chegar ao Muro das Lamentações com suas tropas, avistou uma bandeira com a estrela de David tremulando no topo da Mesquita de Omar. Imediatamente chamou seu ajudante de ordens e ordenou a retirada sumária da bandeira de Israel, alegando tratar-se de um desrespeito aos muçulmanos.

Esta vem sendo a postura da unanimidade dos governantes israelenses que lhe sucederam nos anos que se passaram. Predominância do respeito a todas as religiões.

Todos os locais sagrados estão situados na Cidade Velha de Jerusalém, que, atualmente, representa menos de 1% da área total da cidade.

A proposta de dividir ou internacionalizar a cidade é, portanto, absolutamente desnecessária e inaceitável para Israel, que ali mantém sua capital, e que vem garantindo o livre acesso e a ordem interna.

A importância desta cidade para o povo judeu já era cantada nos Salmos que dizem: “Se eu te esquecer, Jerusalém, que minha mão direita esqueça sua perícia.”

Indiscutivelmente a Cidade Velha de Jerusalém, pela sua história de fé e devoção — conta hoje com mais de dois bilhões de seguidores em todo o mundo — pertence a todos os povos amantes da paz e deve permanecer eternamente sob a custódia dos que sabem respeitá-la: os descendentes da religião do Rei David.

 

Fonte: Rua Judaica

Video – Netanyahu: as fronteiras de 1967 são indefensáveis

A Pedra Fundamental De Um Acordo

A questão entre Israel e Palestina já é conhecida de todos nós. Eventualmente no noticiário televisivo da noite quando estamos confortavelmente no sofá de nossa casa depois de um dia de labuta ficamos sabendo de mais coisas, entretanto percebemos que a questão é complexa e não vemos solução imediata, obviamente que não somos especialistas em diplomacia internacional e aí a coisa fica mais obscura para o cidadão Brasileiro. Porém, um sentimento sempre se evidencia quando o jornal da noite fala sobre Israel e Palestina, uma leve apreensão no peito e a pergunta: Por que é tão difícil um entendimento? O povo Brasileiro é pacífico por natureza, avesso a guerra, fraterno com outros povos e tradições, aqui no Brasil todos os povos e tradições tem seu espaço e convivem bem, por isso ficamos tão intrigados, como povo, com questões deste tipo que não são resolvidas facilmente lá fora. O Artigo que transcrevo abaixo me foi enviado por e-mail pelo Editor do jornal online, www.ruajudaica.com , onde estou cadastrado para receber periodicamente as notícias. Pedi autorização do editor da Rua Judaica para postar o artigo abaixo que considero esclarecedor. Boa Leitura.

Paulo Geiger

As negociações diretas entre israelenses e palestinos têm como objetivo declarado a busca de um acordo para o fim do conflito e, finalmente a paz. É consenso, apesar de muita oposição de setores radicais de ambas as partes, a perspectiva de que essa paz se baseie na existência e convivência de dois estados nas terras que hoje formam o Estado de Israel, os territórios ocupados por Israel e a faixa de Gaza: um estado judaico (Israel) e um estado palestino (Palestina).

Não vou aprofundar aqui a questão da oposição acima mencionada, embora sejam oposições de características e pesos assimétricos: enquanto a oposição israelensee terá de ser –  e será, como foi no acordo de paz com o Egito em 1979, e como na retirada unilateral da faixa de Gaza, em 2005 – imposta pelo governo aos dissidentes, um eventual acordo assinado pelos líderes da Autoridade Palestina não será respeitado – sem que a AP tenha força para impor sua decisão – pelo Hamas, pelo Hizbolá, pelo Irã, e possivelmente, a julgar pelo rumo atual dos acontecimentos, pelo Líbano, pela Síria, pelo Irã e até pela Turquia. Ou seja, enquanto um compromisso israelense teria a garantia da responsabilidade institucional e a força da democracia israelense pa ra impô-lo e consolidá-lo, os palestinos não podem, nem querem, garantir que poderão impor esse compromisso, e colheriam os frutos sem necessariamente terem de pagar o preço, sem nem mesmo poderem ser acusados de violação, já que a oposição seria externa’ e contra a sua vontade.

Mas aqui pretendo examinar apenas o compromisso que os palestinos ‘moderados’ estão dispostos – ou não –  a assumir para um acordo de paz, a começar pelas próprias negociações. No entrechoque das exigências de pré-condições que permitam as negociações, de novo assimetria: o que os palestinos, oficialmente, exigem é a prorrogação do congelamento de construções de casas judaicas em Jerusalém e nos territórios. É uma questão eventual e quase irrelevante, a não ser para os  próprios colonos e as alas mais radicais da sociedade israelense: um futuro acordo necessariamente delimitará as fronteiras dos dois estados, e não serão casas recém-construídas que servirão de referência para isso. Ou seja. &ea cute; uma exigência que pode ser facilmente retirada sem implicações reais para o acordo, ou facilmente cumprida pelos israelenses, se for a única coisa que impeça  o prosseguimento das negociações.

Mas a condição israelense é fundamental para definir qual será a natureza do acordo final: o reconhecimento pelos palestinos de que Israel é um estado judaico. A importância dessa exigência não é simbólica, ela define não a tática, mas a visão estratégica palestina da futura coexistência: se é a aceitação de uma convivência definitiva, ou se é um passo tático para o objetivo final do fim do ‘estado sionista’, que é como Israel é, com viés pejorativo e acusatório, definido por eles. Esta é a tática que foi defendida pela Carta Palestina de 1964, e pela OLP de Iasser Arafat. Passo a passo, sem abrir mão do objetivo final. Como claramente indicado pela insistência do ‘retorno de refugiados’ da guerra de 1948 (guerra que eles mesmos começaram) não para o estado palestino a ser criado, mas para dentro de Israel, transformando automaticamente Israel, pela prevalência demográfica, em mais um estado árabe, provavelmente com mudança na bandeira, na língua oficial, no hino nacional, nas relações com o povo judeu. Foi essa exigência que impediu a criação de um estado palestino já em Camp David, no início do século, e é a visão de uma Palestina integralmente ‘não sionista’ que impediu a criação de dois estados já em 1947.

A justificativa ridícula que o presidente da Autoridade Palestina evoca ao dizer que ‘nunca reconhecerá a natureza judaica de Israel’ é a de que não lhe cabe determinar qual será essa natureza. Claro que não. Assim como Israel não pode determinar qual será a natureza do estado palestino, mas estará implicitamente reconhecendo como ‘estado palestino’ quando, e se, assinar um acordo. ‘Judaico’ não quer dizer, nunca quis dizer na história do sionismo moderno, ‘da religião judaica’. ‘Judaico’ quer dizer ‘do povo judeu’: o estado nacional judaico. Assim como existem mais de quinze estados nacionais árabes, de maioria muçulmana (mas onde teoricamente convivem outras religiões). O fato de o povo judeu professar somente o judaísmo não define o car&aacu te;ter religioso do estado judaico. A religião judaica, ao contrário do Islã radical, não é institucional (a influência religiosa na vida política de Israel ocorre por motivos políticos, e não religiosos). A confusão não é semântica, é política. Não cabe a ninguém mais, a não ser os israelenses, determinar a futura natureza do Estado de Israel. Assim como as populações árabes determinam a natureza árabe de seus estados. Mas a recusa dos  palestinos de reconhecerem o que os israelenses concebem HOJE como sua natureza (estado nacional do povo judeu) é indício claro de sua intenção: manter aberta a opção de ‘desjudaizar’ Israel, ou ‘dessionizar’ Israel, o que é a mesma coisa. É a continuação do objetivo estratégico palestino (e radical islâmico) que impediu a paz e a convivência desde sempre. Não é uma questão de retórica, é a pedra fundamental de qualquer acordo sincero.

(Especial para Rua Judaica)


Os mapas do local

Localização da Faixa de Gaza.

Localização da Faixa de Gaza.

ANO NOVO PARA UM VELHO POVO

A mensagem abaixo foi retirada do blog “Notícias da Rua Judaica” do Jornalista Osias Wurman, é um belo texto que fala do ano novo Judaico. O link para o texto original está em :

www.ruajudaica.com

ANO NOVO PARA UM VELHO POVO

Entramos no final do mês de Elul pelo calendário hebraico. Trata-se do mês mais importante do ano pois celebraremos, ao seu final, o Rosh Hashana, o ano novo judaico de 5771, e também o Yom Kippur, o dia do perdão.

Neste mês é tradição desejarmos um feliz ano novo para todos. Neste período, cada um deve fazer um verdadeiro balanço do ano que passou, levando a credito as boas ações, e a debito os erros.

Ensinam nossos sábios que o arrependimento, as orações e a filantropia podem reverter os maus desígnios do destino.

É fácil concluir que em relação aos principais preceitos do judaísmo, como os Dez Mandamentos, erramos apenas suavemente. Na verdade, o maior perigo reside nos atos errados que praticamos e sequer sentimos que são erros.

Um exemplo claro está nas lições do grande sábio da Torah – o sábio e estudioso Chafetz Chaim.  Lashon Harah, a maledicência, ou falar mal dos outros, é algo que fazemos muitas vezes sem perceber e ignoramos o mal que isto pode provocar.

Em nossa boca temos a mais perigosa das armas de um ser humano, ou seja: a palavra. Para ferir alguém com uma arma é preciso que este alguém esteja em nossa frente ou em nossa direção. Através da difamação, ou Lashon Harah, podemos atingir alguém que está a quilômetros de distancia e até em outro país.

Ao refletirmos sobre os erros do ano que passou, devemos tentar lembrar a quem teríamos ofendido com palavras, ou simplesmente divulgando boatos e mentiras, procurando concertar os danos causados.

Em Rosh Hashana é fundamental concentrar o pensamento nas atitudes, procurando repetir as virtudes e eliminar as falhas.

Este ano, devemos ter em mente durante as orações e festividades, que um jovem judeu ainda está privado de sua tão preciosa liberdade.

Enquanto um só judeu estiver cativo, é como se todos nós judeus estivéssemos cativos!

Refiro-me a Guilad Shalit, o israelense que nesta semana completou seus 24 anos numa prisão do grupo terrorista Hamas, onde encontra-se há mais de 4 anos sem visitas, sequer da Cruz Vermelha.

Falar em paz é falar em respeito mútuo. È falar em humanismo. É falar em amor ao próximo.

Que este ano novo seja cheio de alegrias, saúde, paz e realizações pessoais, com muito orgulho de filhos e netos.

Que o mundo caminhe por avenidas mais largas onde também possam transitar os menos aquinhoados pelo destino.

Que possamos comemorar finalmente a paz justa e definitiva entre árabes e israelenses. Que possamos ter menos desemprego e mais justiça social em nosso Brasil.

Shanah Tovah ! Feliz 5771 !


Fonte desta notícia: www.ruajudaica.com

Senador Suplicy, Faixa de Gaza e Israel

Nos dias 23 e 25 de maio corrente o JBOnline divulgou duas cartas, aqui e aqui, uma do Senador Eduardo Suplicy e outra do embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, respectivamente.

A carta do Senador Eduardo Suplicy fala de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e o chamado Free Gaza Movement, e a carta do embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher  é a resposta.

Abaixo apenas transcrevo as referidas cartas para apreciação e reflexão dos amigos leitores. Aviso de antemão que qualquer comentário ofensivo será deletado.

A expedição por Gaza livre

Eduardo Suplicy, Jornal do Brasil

RIO – Excelentíssimos senhores presidente de Israel, Shimon Peres, primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher

Como senador do Brasil, representante do estado de São Paulo e do Partido dos Trabalhadores, gostaria de aproveitar  a oportunidade, que me propicia o Jornal do Brasil, para fazer um apelo a Vossas Excelências – semelhante ao que também estão fazendo senadores de outros países, a exemplo do senador Mark Dearey, da Irlanda – para que o governo de Israel permita a viagem dos oito navios, três de passageiros e cinco de carga, do Movimento Gaza Livre, desde Chipre até a Faixa de Gaza, que se inicia nesta segunda feira, 24 de maio. Fui convidado a participar desta expedição. Entretanto, como ela terá a duração de duas semanas, coincidentes com a época de votações importantes que ocorrerão no Senado Federal, não poderei acompanhar a viagem. Aqui, todavia, e no Senado, expresso a minha solidariedade a este movimento, que é inteiramente pacífico.

Gostaria de transmitir que me considero um amigo de Israel e solidário ao povo judeu. Tenho também apoiado os passos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para promover a paz no Oriente Médio. Imbuído da experiência brasileira de que aqui os povos de todas as origens – como os judeus, os árabes, os persas, os palestinos, os asiáticos, os africanos, os americanos, os europeus – temos sabido conviver tão bem para a promoção do progresso, avalio como muito importantes os diálogos diretos que têm realizado com os chefes de Estado de todo o Oriente Médio, incluindo Vossas Excelências, com as autoridades palestinas e com o presidente do Irã. Bem ressaltou o presidente Lula, que, quando vai ao Hospital Albert Einstein, assim como quando vai ao Hospital Sírio-Libanês, vê médicos judeus e árabes colaborando uns com os outros.

Os oito barcos do Free Gaza Movement vão levar alimentos, agasalhos, material de construção e a solidariedade de povos de numerosas nações para que possam os palestinos reconstruir as suas habitações e criar um futuro novo, justo e solidário. São apenas produtos típicos do que se pode qualificar de ajuda humanitária, devidamente inspecionados por autoridades, tais como o próprio senador Dearey. Ali estão italianos, irlandeses, canadenses, gregos, tunisianos, alemães, australianos, americanos, ingleses, escoceses, dinamarqueses, israelenses e palestinos. Todos têm anos de experiência de voluntariado em Gaza e na Cisjordânia, a convite dos palestinos.

O objetivo do movimento é o de quebrar o cerco a Gaza, aumentar a consciência internacional sobre o fechamento da Faixa de Gaza e indicar a Israel quão importante é rever a sua política de sanções ocorrida desde o início da ocupação daquele território, em 5 de junho de 1967. Faz-se necessário que os habitantes do mundo inteiro tenham acesso, sem quaisquer impedimentos, às águas e ao espaço internacional, em conformidade com as resoluções da ONU, com a lei internacional e com o direito de ir e vir.

Na minúscula Faixa de Gaza (360 km2), vive l milhão e meio de palestinos. Trata-se da faixa de terra mais densamente povoada do planeta, e da mais antiga população de refugiados que o mundo moderno já conheceu.

O caminho para aliviar o sofrimento do povo palestino foi traçado nas principais resoluções da Organização das Nações Unidas e passa pelo fim do bloqueio a Gaza e à Cisjordânia. Mas a implementação das resoluções da ONU depende de uma palavra de confiança de todos os povos.

Que Israel possa lembrar do belo e veemente apelo do presidente Barack Obama, quando ainda senador, em 24 de julho de 2008, diante da Porta de Brandenburgo e de 200 mil pessoas, ao recordar a construção e demolição do Muro de Berlim. Proclamou ele que não era mais tempo de haver quaisquer muros que separem os que muito têm dos que pouco têm, os judeus, dos islâmicos, dos cristãos, dos budistas e das pessoas de quaisquer origens, raças ou religiões. Precisamos “que todos venhamos a nos dispor a ouvir uns aos outros, aprender uns com os outros e, sobretudo, a confiar uns nos outros”.

Eduardo Suplicy é senador (PT-SP).

23:14 – 23/05/2010

Sobre a carta do senador e a Faixa de Gaza

Giora Becher, Jornal do Brasil

RIO – Distinto senador Suplicy,

Li a sua carta (JB, dia 24, pág. A11) dirigida ao meu presidente, ao primeiro-ministro e a mim pessoalmente com muito cuidado e com todo o respeito que esta merece, pois sei que o senhor é um verdadeiro amigo do meu país, amigo de Israel e do povo judeu.

Posso assegurar-lhe que Israel acompanha de perto a situação humanitária na Faixa de Gaza e tem trabalhado de forma consistente para assegurar que todas as necessidades básicas dos residentes da Faixa de Gaza sejam atendidas.

Para isto, Israel mantém passagem em sua fronteira com a Faixa de Gaza através da qual são fornecidos alimentos, combustível e outros suprimentos. Estes pontos de transferência operam apesar de numerosos ataques terroristas palestinos nesta travessia, o que tem custado a vida de alguns israelenses.

Prezado senador, posso lhe garantir que não existe crise humanitária em Gaza apesar das tentativas do regime ilegal e terrorista do Hamas em Gaza tentar retratar a situação desta forma. Uma grande quantidade de mantimentos e auxílio humanitário atravessa a Faixa de Gaza regularmente. Todos os dias, dezenas de caminhões carregados de suprimentos são transportados de Israel para a Faixa de Gaza.

Israel ofereceu aos organizadores da flotilha mencionada em sua carta transferir a ajuda ao povo de Gaza pelas passagens, mas infelizmente, devido a razões políticas e de propaganda, nossa oferta foi recusada. É importante que o povo brasileiro entenda que a Faixa de Gaza está sendo controlada por uma organização terrorista que não reconhece o direito de Israel de existir e opta pela continuidade de uma luta armada e violenta contra Israel e seus cidadãos.

Infelizmente, a organização terrorista Hamas está tentando fazer uso de parte deste auxílio e suprimento contrabandeado para a Faixa de Gaza, reforçando a sua capacidade militar e se preparando para a próxima operação militar contra Israel e seus cidadãos.

Estimado senador Suplicy, como um bom amigo de Israel e, tenho certeza também do povo palestino, apelo para que use sua influencia sobre os organizadores do chamado Free Gaza Movement para que enviem a sua ajuda para Israel para que possamos transferir este auxílio, após inspeção apropriada, para os residentes da Faixa de Gaza. Se eles de fato se importam com estas pessoas e não com a propaganda anti-israelense, com certeza aceitarão a nossa oferta.

Giora Becher é embaixador de Israel no Brasil.

22:36 – 25/05/2010

Boa leitura.

Fontes:

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/05/23/e230516684.asp

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/05/25/e250517570.asp

http://www.owurman.com/blog/