Documentação GNOME

Foi divulgado a documentação oficial em bom português do Brasil,do GNOME. Não sei ainda se está completa,mas qualquer esforço neste sentido é sempre muito bem vindo,principalmente porque o Brasil é um dos maiores incentivadores do Software livre/Código Aberto ou Sistema GNU/LInux,que utiliza o Gerenciador de janelas GNOME como padrão em várias distribuições (sistemas operacionais)

Na página principal do GULZO <Grupo de Usuários Linux da Zona Oeste (GULZO)> e também do GULRIO <Grupo de Usuários Linux do Rio de Janeiro (GULRIO)

Biblioteca de Documentação do GNOME


tem os links para a Documentação oficial do GNOME, disponível para os 03 níveis:

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Bom estudo!

Linux e o Sistema GNU – Richard Stallman

Escrito por Richard Stallman
(sobre a relação entre o Linux e o projeto GNU)

Texto traduzido por Erik Kohler.


O projeto GNU começou há 12 anos atrás com o objetivo de desenvolver um sistema operacional Unix-like totalmente livre. “Livre” se refere à liberdade, e não ao preço; significa que você está livre para executar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o software.

Um sistema Unix-like consiste de muitos programas diferentes. Nós achamos alguns componentes já disponíveis como softwares livres — por exemplo, X Window e TeX. Obtemos outros componentes ajudando a convencer seus desenvolvedores a tornarem eles livres — por exemplo, o Berkeley network utilities. Outros componentes nós escrevemos especificamente para o GNU — por exemplo, GNU Emacs, o compilador GNU C, o GNU C library, Bash e Ghostscript. Os componentes desta última categoria são “software GNU”. O sistema GNU consiste de todas as três categorias reunidas.

O projeto GNU não é somente desenvolvimento e distribuição de alguns softwares livres úteis. O coração do projeto GNU é uma idéia: que software deve ser livre, e que a liberdade do usuário vale a pena ser defendida. Se as pessoas têm liberdade mas não a apreciam conscientemente, não irão mantê-la por muito tempo. Se queremos que a liberdade dure, precisamos chamar a atenção das pessoas para a liberdade que elas têm em programas livres.

O método do projeto GNU é que programas livres e a idéia da liberdade dos usuários ajudam-se mutuamente. Nós desenvolvemos software GNU, e conforme as pessoas encontrem programas GNU ou o sistema GNU e comecem a usá-los, elas também pensam sobre a filosofia GNU. O software mostra que a idéia funciona na prática. Algumas destas pessoas acabam concordando com a idéia, e então escrevem mais programas livres. Então, o software carrega a idéia, dissemina a idéia e cresce da idéia.

Em 1992, nós encontramos ou criamos todos os componentes principais do sistema exceto o kernel, que nós estávamos escrevendo. (Este kernel consiste do microkernel Mach mais o GNU HURD. Atualmente ele está funcionando, mas não está preparado para os usuários. Uma versão alfa deverá estar pronta em breve.)

Então o kernel do Linux tornou-se disponível. Linux é um kernel livre escrito por Linus Torvalds compatível com o Unix. Ele não foi escrito para o projeto GNU, mas o Linux e o quase completo sistema GNU fizeram uma combinação útil. Esta combinação disponibilizou todos os principais componentes de um sistema operacional compatível com o Unix, e, com algum trabalho, as pessoas o tornaram um sistema funcional. Foi um sistema GNU variante, baseado no kernel do Linux.

Ironicamente, a popularidade destes sistemas desmerece nosso método de comunicar a idéia GNU para as pessoas que usam GNU. Estes sistemas são praticamentes iguais ao sistema GNU — a principal diferença é a escolha do kernel. Porém as pessoas normalmente os chamam de “sistemas Linux (Linux systems)”. A primeira impressão que se tem é a de que um “sistema Linux” soa como algo completamente diferente de “sistema GNU”, e é isto que a maioria dos usuários pensam que acontece.

A maioria das introduções para o “sistema Linux” reconhece o papel desempenhado pelos componentes de software GNU. Mas elas não dizem que o sistema como um todo é uma variante do sistema GNU que o projeto GNU vem compondo por uma década. Elas não dizem que o objetivo de um sistema Unix-like livre como este veio do projeto GNU. Daí a maioria dos usuários não saber estas coisas.

Como os seres humanos tendem a corrigir as suas primeiras impressões menos do que as informações subsequentes tentam dizer-lhes, estes usuários que depois aprendem sobre a relação entre estes sistemas e o projeto GNU ainda geralmente o subestima.

Isto faz com que muitos usuários se identifiquem como uma comunidade separada de “usuários de Linux”, distinta da comunidade de usuários GNU. Eles usam todos os softwares GNU; de fato, eles usam quase todo o sistema GNU; mas eles não pensam neles como usuários GNU, e frequentemente não pensam que a filosofia GNU está relacionada a eles.

Isto leva a outros problemas também — mesmo dificultando cooperação com a manutenção de programas. Normalmente quando usuários mudam um programa GNU para fazer ele funcionar melhor em um sistema específico, eles mandam a mudança para o mantenedor do programa; então eles trabalham com o mantenedor explicando a mudança, perguntando por ela, e às vezes reescrevendo-a para manter a coerência e mantenebilidade do pacote, para ter o patch instalado.

Mas as pessoas que pensam nelas como “usuários Linux” tendem a lançar uma versão “Linux-only” do programa GNU, e consideram o trabalho terminado. Nós queremos cada e todos os programas GNU que funcionem “out of the box” em sistemas baseados em Linux; mas se os usuários não ajudarem, este objetivo se torna muito mais difícil de atingir.

Como deve o projeto GNU lidar com este problema? O que nós devemos fazer agora para disseminar a idéia de que a liberdade para os usuários de computador é importante?

Nós devemos continuar a falar sobre a liberdade de compartilhar e modificar software — e ensinar outros usuários o valor destas liberdades. Se nós nos beneficiamos por ter um sistema operacional livre, faz sentido para nós pensar em preservar estas liberdades por um longo tempo. Se nós nos beneficiamos por ter uma variedade de software livres, faz sentido pensar sobre encorajar outras pessoas a escrever mais software livre, em vez de software proprietário.

Nós não devemos aceitar a idéia de duas comunidades separadas para GNU e Linux. Ao contrário, devemos disseminar o entendimento de que “sistemas Linux” são variantes do sistema GNU, e que os usuários destes sistemas são tanto usuários GNU como usuários Linux (usuários do kernel do Linux). Usuários que têm conhecimento disto irão naturalmente dar uma olhada na filosofia GNU que fez estes sistemas existirem.

Eu escrevi este artigo como um meio de fazer isto. Outra maneira é usar os termos “sistema GNU baseado em Linux (Linux-based GNU system)” ou “sistema GNU/Linux (GNU/Linux system)”, em vez de “sistema Linux”, quando você escreve sobre ou menciona este sistema.

Copyright 1996 Richard Stallman

Cópia e redistribuição permitida sem royalty contanto que esta notificação esteja preservada.

Fonte: http://www.cipsga.org.br/sections.php?op=viewarticle&artid=49

Usuário Linux

E finalmente outra excelente matéria do Olhar Digital.

Um número cada vez maior de pessoas adere ao sistema operacional
O Linux é um software livre, criado e desenvolvido por colaboradores espalhados por todo o mundo, e cujo código-fonte é aberto, ou seja, qualquer pessoa pode dar sua colaboração. Isso faz com que a plataforma se torne mais segura, já que os próprios hackers são os responsáveis pelos upgrades do sistema. Entre as versões do Linux, a mais indicada para usuários domésticos é a Ubuntu, que conta com um ambiente gráfico semelhante ao do Windows.

Link:
Ubuntu

Distribuições Linux

Outra excelente matéria do Olhar Digital.

Saiba quais são e o que oferecem as versões mais usadas pelos brasileiros
Quando o assunto é Linux, uma das dúvidas mais freqüentes é: “qual distribuição é a melhor?”. Bom, existem distribuições para os mais diversos fins, sendo que um usuário experiente é até capaz de montar sua própria distribuição, adicionando as funcionalidades que desejar. Escolhemos as seis versões mais usadas no Brasil – Fedora, OpenSuse, Mandriva, Kurumin, Débian e Ubúntu, para mostrar a vocês no Olhar Digital.