Google Chrome OS, perspectivas!

google-chrome-300x289Todo mundo já sabe que o Google vai lançar um sistema operacional em 2010. Mas muitas questões surgem em nossa cabeça, afinal para cerca de 90% dos usuários de computadores espalhados pelo mundo só existe um tipo de sistema, que a maioria dos mortais alheios ao mundo da tecnologia e dos Geeks, pensa ser o próprio computador, algo parecido com a televisão ou o dvd da sala, onde o sujeito liga e tudo está lá pronto e funcionando e este sistema chama-se Windows.
A lei do menor esforço será o grande obstáculo para o Google Chrome OS.
Por que mudar de sistema operacional se o que estou usando cumpre facilmente todas as minhas necessidades? A questão é que as pessoas não se interessaram, pelo menos por aqui no Brasil e em outros países em desenvolvimento acredito, onde a grana para a sobrevivência é curta,escassa, ficar trocando de sistema operacional só porque é moda. As pessoas querem é simplesmente navegar, conversar através do msn, escrever seus textos e para isso sempre lembram do word, ver as famigeradas apresentações bonitinhas e emocionantes do power point, e por aí vai, com isso os aplicativos do windows e o próprio windows, não importa a versão, se tornou mais do que ele é, mais do que uma marca, se tornou um estilo de vida, coisa que o Google Chrome OS, não é. E o simples fato do Google Chrome OS ser diferente e minimalista pode assustar e afastar o usuário comum e as vendas não emplacarem, mesmo com o apoio de algumas industrias de hardware. Ou então pode acontecer o que se passa hoje com o linux, o pessoal compra e quando chega em casa descobre que não tem msn, word, powerpoint, internet explorer, emule, media player, e simplemente chama o técnico da esquina para formatar e instalar o windows prirated edition. Simples assim. Esta é a realidade cruel que penso e os executivos e investidores tem estar preparados, sem falar na reação da Microsoft que pode ser imprevisível e agressiva, afinal comvenhamos, em matéria de marketing eles são muito bons e de parcerias também, podendo assim limitar a expansão do Google Chrome OS.

O fato de ser gratuíto não acredito que vai converncer um grande número de usuários, se isto fosse um atrativo o Linux já teria deslanchado.

Também tenho minhas restrições quanto a cloud computing, computação em nuvem, ou seja, a idéia dos desenvolvedores do Google Chrome OS é que a partir da janela do seu navegador de internet, que será o deles claro, o Google Chrome que quase ninguém usa, o indivíduo possa acessar seus arquivos e aplicações favoritas (que estarão na “nuvem”, on-line sempre!).
O sistema que rodará nos Netbooks, o Google Chrome OS, ou seja o navegador Google Chrome extendido a condição de sistema operacional, se tornará um sistema Operacional com uma interface simplificada que permitirá a execução de aplicações remotas de maneira mais prática. Só estão esquecendo de uma coisa, a conexão com a internet. Tudo muito maravilhoso, mas só vai dar certo com banda larga de verdade e com custo acesível, senão, além de ser obrigado a trocar de sistema operacional e de hardware o indivíduo deverá contratar um plano de banda larga, coisa que por aqui no Brasil é uma bandalheira e na maioria dos bairros ainda não tem, existe até casos absurdos de na mesma rua somente uma pessoa ter banda larga e o restante não, e a explicação disto é sempre a mesma: imposibilidade técnica. Nem vou citar os planos sem fio das operadoras de telefonia celular porque é desperdício, eles simplesmente não funcionam corretamente fora dos grandes centros urbanos, as vezes até mesmo o sinal do celular é ruim. Todo o serviço de telecomunicação deste país é ruim e extremamente caro, fora de realidade salarial da maioria das pessoas e a ANATEL não faz o dever de casa. Com todos estes obstáculos não acredito no sucesso do Google Chrome OS por aqui, claro que não será lançado tão cedo no Brasil, deve chegar por aqui no segundo semestre de 2011, como aconteceu com o iphone da Apple. Outra “software house” que não deve ficar parada vendo o Google Chrome OS fazer a festa e tentando abocanhar uma fatia do mercado de sistemas operacionais.

Alguns podem argumentar que eu estou enganado, porque com o Google Gears, poderemos manter as informações no computador, sem ter acesso á Internet. Então, mesmo que o indivíduo esteja sem conexão, poderá atualizar documentos, posteriormente eles serão automaticamente enviados para a “nuvem” assim que a conexão com a internet for restaurada. Entretanto, acredito que este tipo de coisa não vai de imediato, mas sim a longo prazo, agradar as pessoas, mesmo no meio técnico muita gente ainda não se sente confortável em depender 100% da conectividade com a web. Mesmo para trabalhar localmente teremos que ter aplicativos instalados no computador, em um HD tradicional ou memória flash, senão torna-se imposível atualizar os documentos offline, porque os aplicativos necessários estarão na nuvem, mas a nuvem estará dissipada e nós chupando dedo! Percebeu os obstáculos? E a coisa não para por aí, tem mais, muito mais. Continuemos.

Com qual empresas o Google está trabalhando para apoiar o Google Chrome OS?
A idéia é proporcionar uma extraordinária experiência ao usuário final. Entre outras, estas empresas incluem a Acer, Adobe, ASUS, Freescale, a Hewlett-Packard(HP), Lenovo, Qualcomm, Texas Instruments, e Toshiba. Tá faltando alguém? Também acho. E a Dell? ATI? Nvidia? A Intel também não está na lista!

Eu criei uma pequena lista com os obstáculos em relação ao hardware, são ítens que normalmente as pessoas gostam de ver funcionando imediatamente e com facilidade.

Outras perguntas que não querem calar:

1 – Minha Impressora multifuncional vai funcionar?
2 – Minha câmera vai ser reconhecida pelo Google Chrome OS?
3 – Meu celular/Smartphone/etc serão reconhecidos pelo Google Chrome OS?
4 – Vai ser possivel sincronizar minha TV Full HD com meu micro rodando este Google Chrome OS?
5 – Minha Placa de Rede vai funcionar neste Google Chrome OS?
6 – Meu modem adsl vai funcionar no Google Chrome OS?
7 – Meu modem para linha discada vai funcionar neste Google Chrome OS? (é, tem muita gente qua ainda usa discada pessoal,estamos no Brasil!!!)
8 – Minha WebCam vai funcionar nesteGoogle Chrome OS?
9 – Minha placa de vídeo vai funcionar neste Google Chrome OS? (nvidia e ati estão dispostas a investir neste OS?)
10 – O gerenciamento de energia do pc,laptop,netbook,etc vão funcionar neste Google Chrome OS?

Então pessoal, sinceramente eu não estou nem um pouco entusiasmado, sou fã do google e utilizo vários dos seus serviços, através do Linux,sou usuário do Linux desde 2004, mas sem parceiros de hardware, o Google Chrome OS não será nada! E com relação a isto a Microsoft e a Apple são experts no assunto. Vai ser difícil fazer frente a Microsoft e a Apple, que tem parcerias consagradas já faz mais de uma década. O ano de 2010 está às portas, a notícia é puro marketing, só isso, o Google está tentando atrair investidores e fabricantes para si causando um frenesi com a notícia, no mundo real, não significa muita coisa, as pessoas vão continuar acessando a web e a maioria com seu windows sem se preocupar com Google Chrome OS.
Em 2010 este sistema não estará pronto o suficiente e mesmo que esteja dependerá de boa conectividade disponível aos usuários e facilidade para plugar os periférios e funcionar facilmente senão o técnico e até as lojas que vão vender os Netbooks com Google Chrome OS, oferecerão para formatar o HD( vai ter um certo?) e instalar a versão alternativa do windows. Para a Apple talvez não incomode muito no início porque o público dela é fiel e exigente. Para o usuário de desktop do Brasil e do restante dos países ditos “em desenvolvimento”, “Windows XP pirated edition” continuará sendo o mais utilizado por muito anos, infelizmente!

A sorte está lançada e apesar de liderar o mercado de buscas com 65% de participação em junho, o Google tem tentado incomodar a Microsoft já faz algum tempo. lançando um sistema operacional este será o quinto elemento nesta disputa, que inclui o pacote de produtividade online Google Apps – que não é mais “beta” ganhando melhorias para atrair usuários corporativos – contra o Microsoft Office, o sistema operacional open source Android para dispositivos móveis, que vem concorrendo com o Windows Mobile, o Gmail disputando com Hotmail e matando o Outlook com novas funções e o GTalk correndo atrás do MSN Messenger, líder absoluto dos comunicadores instantâneos.

A Microsoft terá de avançar lançando sem atrasos o Windows 7 e ainda apresentar o trabalho que tem sido feito sobre o “Azure”,o sistema operacional da Microsoft baseado na computação em nuvem. Também não pode bobear com a versão online do Office Web

O Azure e o Office Web poderão ser apresentados na próxima segunda-feira (13/7) durante o evento anual Worldwide Partner Conference, da Microsoft, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, segundo rumores que circulam no mercado.

Para finalizar sinceramente esperamos que o Google Chrome OS seja um sucesso, desejo ver um dia o mercado de sistemas operacionais mais bem dividido, com Windows, OSX, Linux, Unix, BSDs, sem monopólios, cada um com sua fatia numa concorrência saudável que proporcionará um maior desenvolvimento tecnológico que beneficiará enormemente aos usuários comuns, as empresas, instituíções de ensino e pesquisa e aos governos.

Texto divulgado no Blog:

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Documentação GNOME

Foi divulgado a documentação oficial em bom português do Brasil,do GNOME. Não sei ainda se está completa,mas qualquer esforço neste sentido é sempre muito bem vindo,principalmente porque o Brasil é um dos maiores incentivadores do Software livre/Código Aberto ou Sistema GNU/LInux,que utiliza o Gerenciador de janelas GNOME como padrão em várias distribuições (sistemas operacionais)

Na página principal do GULZO <Grupo de Usuários Linux da Zona Oeste (GULZO)> e também do GULRIO <Grupo de Usuários Linux do Rio de Janeiro (GULRIO)

Biblioteca de Documentação do GNOME


tem os links para a Documentação oficial do GNOME, disponível para os 03 níveis:

Usuário

Administrador

Desenvolvedor

Bom estudo!

OOXML,ISO = Saco de gatos!

Office OpenXML (OOXML) e inapto pela ISO 29500
É impressionante como pessoas e organizações podem se voltar para o “lado negro da força”. Mais ainda quando regras,normas,leis,estatutos são tratados levianamente por motivos no mínimo esquisitos,para não usar palavras mais fortes. Refiro-me ao problema do processo de padronização do OOXML que está sendo discutido na ISO. Estamos nos aproximndo do dia 29 de março quando o veredito final vai ser dado,ou seja,se o OOXML vai ou não ser um padrão internacional.A maioria de nós pobres mortais sequer vai saber que isso está acontecendo e mesmo que soubesse não daria a mínima,afinal como já disse um imperador romano “para o povo pão e circo”. Estamos prestes a ter mais um padrão de documentos que sequer sabemos como funciona a contento,pior ainda,proprietário.Como pode um padrão internacional de documentos ter propriedade? Mistério.

Para saber os detalhes do que estou falando deixo a palavra com os especialistas do assunto,pessoas interessadas em manter as coisas certas,uma delas é simples: Se já existe um padrão aprovado e funcional totalmente aberto,livre de patentes,no caso o ODF,por que fazer outro fechado,e com patentes?Mistério.
Abaixo os links dos blogs da força tarefa Brasileira que tem participado das reuniões na ISO.

Este primeiro faz um resumo espetacular sobre toda a história,leitura fortemente recomendada!
http://hogwartslinux.wordpress.com/2008/03/17/as-coisas-se-complicam-para-o-ooxml/

http://homembit.com/

http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion

http://avi.alkalay.net/2008/03/ooxml-iso-numeros-irreais.html

Boa leitura!

Mais links interessantes:

http://www.broffice.org/

http://br.odfalliance.org/

http://www.noooxml.org/petition-pt

http://pt.wikipedia.org/wiki/OpenDocument

http://en.wikipedia.org/wiki/Office_Open_XML

http://linuxercolossos.blogspot.com/2007/08/abnt-para-iso-nocom-comentriosao-ooxml.html

Tem mais muito mais,entretanto basta dar uma pequena busca no oráculo nosso de cada dia,google,que ele te retorna toda a fofoca por trás deste assunto que com certeza vai afetar nosso dia-a-dia,porque se aprovado pode preparar o bolso para comprar uma licença do MSoffice,que está em torno de r$ 1.000,00 para poder usar o OOXM a contento.Bem vindo ao mundo real.

Petição contra formatos proprietários no HTML 5

Saiu uma importante notícia no Planeta Ubuntu,vou reproduzir abaixo
para facilitar:

Petição contra formatos proprietários no HTML 5

Venho, através desse artigo, convidar a todos que votem contra a troca de formatos abertos para formatos proprietários de codificação/decodificação de áudio e vídeo no futuro padrão HTML 5.
A petição está disponível em: http://www.petitiononline.com/lortow3/petition.html

O padrão HTML 5 foi proposto por Mozilla, Opera e Apple para a W3C (organização que regulamenta os padrões da Web), justamente três empresas que fabricam navegadores que gostam de seguir os padrões da Web. Essas organizações criam um site que explica melhor as idéias do futuro HTML: http://www.whatwg.org/
Infelizmente, Nokia e Apple querem embutir no HTML 5 algo que é protegido por patentes e requer pagamento para uso. Por isso a petição foi aberta.
Abaixo, uma tradução livre feita por mim, para facilitar a leitura de quem engasga no Inglês:

—– corte aqui —–

Esta carta é o resultado da atividade recente da Nokia e Apple para mudar os codecs (codificadores/decodificadores) padrões de áudio e vídeo de Ogg/Theora+Vorbis para H.264/AAC, no futuro padrão HTML5. Nokia mostrou sua posição em uma carta aberta, mencionando o uso de tecnologias proprietárias no formato Ogg e a incapacidade de embutir DRM (proteção de direitos autorais). Mas os padrões H.264 e AAC têm seus diretos protegidos e requerem pagamentos para uso (royalties); em contrapartida, os codecs Ogg/Theora+Vorbis não requerem pagamentos para uso e têm uma patente que provê proteção contra as empresas que querem “vender ar”.
A qualidade de compressão dos codecs Ogg/Theora+Vorbis estão no mesmo nível dos H.264/AAC e, em alguns casos, são melhores.
Com essa petição pedimos que você escolha Ogg/Theora como os codecs multimídia padrões no padrão HTML.

—– corte aqui —–

É importente ressaltar que, caso se torne PADRÃO, seremos obrigados a utilizar codecs que requerem pagamentos para que possamos ler de maneira correta páginas no formato HTML5. É MUITO importante que padrões sejam abertos/livres, afinal, são PADRÕES!
Temos que brigar não só pelo uso de software livre, mas também para que sejam criados padrões abertos, para que softwares (livres ou não) possam interoperar com qualidade, sem restrições.

Minha parte está feita. Faça a sua assinando a petição e divulgando essa notícia! 🙂
Eu também estou fazendo minha parte,já assinei a petição e estou
ajudando a divulgar a notícia,agora é com vocês!

ODF é padrão no governo do Paraná

Foi divulgado no site da Celepar a notícia sobre a lei,sancionada pelo governador Roberto Requião,que estabelece o formato ODF (Open Document Format) como padrão preferencial de documentos eletrônicos do Governo do Paraná.
Para facilitar a vida dos mais preguiçosos reproduzo abaixo o texto da notícia.

Governador sanciona lei que estabelece padrão aberto para documentos eletrônicos

O governador Roberto Requião sancionou na última quarta-feira (18/12/2007), a lei que estabelece o formato ODF (Open Document Format) como padrão preferencial de documentos eletrônicos do Governo do Paraná.

O ODF é um conjunto de formatos de arquivos para aplicações de escritório (edição de texto, planilhas, apresentações de slides, banco de dados, manipulação de imagem, f´órmula matemática e gráficos) desenvolvido para estabelecer um padrão de mercado. Por se tratar de um padrão livre, qualquer software pode implementá-lo. Entre os tipos de arquivos utilizados pelos padrões abertos, estão os que possuem as extensões odt, ods, odp, odb, odf, odg, odi, ott, ots, otp e otg.

O projeto que estabelece o ODF como padrão preferencial foi aprovado no início do mês pela Assembléia Legislativa. Um outro motivo que levou o governo a sancionar o projeto é que um padrão aberto garante ao usuário o acesso a arquivos e documentos eletrônicos por meio de qualquer sistema e em qualquer plataforma, interna e externa. No caso dos padrões fechados, essa garantia não existe, já que é necessária uma plataforma proprietária para a abertura de documentos.

O ODF também é o padrão aprovado pela Organização Internacional de Padronização (ISO), entidade responsável pelo reconhecimento da qualidade de produtos em nível internacional.

Interoperabilidade – “Para a abertura de um documento com extensão OpenXML, pertencente à empresa líder do mercado mundial de sistemas de computador, o usuário precisar ter em seu computador uma ferramenta de escritório,que é comercializada junto com o sistema operacional dessa empresa”, explica o técnico da Celepar, Vitório Furusho, que representou o Paraná nas discussões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entidade que representa a ISO no Brasil.

Furusho cita outra vantagem do ODF: “Com a utilização de um formato aberto, os desenvolvedores sabem exatamente o que fazer para que seus softwares sejam compatíveis com o padrão. Com isso, os documentos sempre se comportarão da mesma forma, independente do aplicativo (compatível) usado para manipulá-lo”.

O presidente da Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e secretário de Assuntos Estratégicos (SEAE), Nizan Pereira Almeida, por sua vez, destaca que outra vantagem para a administração pública é que a utilização de padrões abertos garantem o controle e o gerenciamento direto de seus próprios registros, informações e documentos, sem o risco de perda de informações por incompatibilidade de versão de ferramentas ou por dependência tecnológica.

Nizan também aponta que a lei não é uma camisa de força sobre o uso de produtos de padrões diferenciados, já que ela apenas estabelece a preferência por esse tipo de padrão. Outro fato que contribuiu para a sanção do projeto, é que o ODF é o formato padrão da suíte de comunicação de escritório BrOffice.Org., amplamente utilizado pelo Governo do Paraná sem custo de licença.

Um exemplo a ser seguido por outros estados da federação,é esperar pra ver.

fonte: http://www.celepar.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=232

ABNT para ISO: Não,com comentários,ao OOXML

Durante décadas e até hoje os formatos proprietários binários de documentos,principalmente da Microsoft tornaram-se um padrão,não oficial diga-se de passagem,em todo mundo.Entretanto Com o avanço e desenvolvimento do Software Livre e de Código Aberto,SL/CA,governos,pessoas e empresas observaram o alto custo,e também o perigo de se manter a dependência quase que exclusiva de um formato proprietário enigmático,e de se tentar manter a compatibilidade com esses formatos da gigante de Redmond.

Nasceu então o consórcio OASIS que desenvolveu um formato aberto (ODF) de documentos de escritório para permitir a abertura e a gravação desses arquivos por qualquer software de escritório,afinal o código é aberto e não um enigma, fosse ele livre ou proprietário.

A Organização Internacional de Padronização (ISO) aceitou o formato ODF como padrão, e quase concomitantemente tornou-se também o padrão de escolha em diversos governos, estados,cidades,instituíções. logo após, recebeu o apoio de inúmeras empresas mundo afora.

A Microsoft optou por adotar uma postura contrária ao ODF,mesmo mantendo forte predominância sobre o mercado de aplicativos de escritório com seu MSoffice, e podendo tirar proveito de um formato aberto como o ODF, a gigante de Redmond preferiu uma postura contrária a esse importante padrão (ODF), criando então o formato OfficeOpenXML- OOXML. Espantosa e assustadoramente, apesar do rascunho de 6000 páginas conter códigos binários (sequências de símbolos sem qualquer significado impressos em papel) e conter numerosas deficiências técnicas e práticas – incluindo assuntos relacionados a patentes – o OpenXML foi aceito como padrão pelo Ecma, um grupo privado de fabricantes europeus de computadores.

Depois da aceitação pelo Ecma, o MS-OfficeOpenXML foi proposto como padrão à ISO num processo acelerado, chamado Fast Track. A ISO depende dos votos das National Bodies (ABNT no caso do Brasil) para aprovar um novo padrão. No Brasil,a ABNT é a responsável pela decisão do voto nacional, tendo se comprometido a decidir e comunicar seu voto (o voto do país inteiro, em última instância) ao órgão internacional,a ISO.

Na última reunião dos envolvidos na ABNT o resultado foi um tanto dividido. Hoje, poucos dias antes do prazo final para a decisão brasileira,o Brasil inteiro foi informado,sendo divulgado em vários sites,de que a ABNT chegou à decisão final de seu voto para a ISO.

O Brasil vota “Não com comentários” na ISO, significando que recomenda a rejeição do novo formato da Microsoft como padrão ISO, ressaltando ainda questionamentos técnicos e legais para embasar sua decisão. Somado aos votos negativos de outros países como Estados Unidos, China, Polônia e Índia (que acaba de confirmar seu voto), a ISO encontra-se cada vez mais perto de rejeitar o formato OpenXML como padrão.

Quem quiser ter uma idéia mais detalhada de como foi a pendenga basta dar uma lida nos artigos do Avi Alkalay,representante da IBM na reunião da ABNT,os links para os dois artigos são:
  1. http://avi.alkalay.net/2007/08/abnt-ooxml-odf.html
  2. http://avi.alkalay.net/2007/08/impressoes-sobre-reuniao-final-da-abnt.html

Sérgio Amadeu divulgou em seu blog a nota enviada pela ABNT,como segue.

Prezados Membros da CE 21:034.00

Comunico que, como resultado das discussões ocorridas no âmbito da CE, o voto do Brasil que está sendo enviado pela ABNT à ISO é de desaprovação pelas razões
técnicas apontadas pelo GT2 da CE.

Este voto seguiu o preconizado na Diretiva do ISO/IEC JTC1.

Agradeço a colaboração e o esforço de todos que possibilitaram o resultado alcançado.

Atenciosamente,

Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone
ABNT – Diretor de Normalização

Coletânea de links sobre ODF,OOXML,ABNT,ISO e esta disputa:

Boa leitura!

Seis perguntas aos órgãos nacionais de padronização

Office OpenXML (OOXML) e inapto pela ISO 29500

Uma grande discussão esta acontecendo neste momente e é um assunto que vai afetar nosso dia-a-dia,mesmo que estejamos atentos e acharmos que não,mas vai sim,porque se trata de um padrão de formatação de documentos,que no Brasil é definido pela toda poderosa ABNT.Além da ABNT existe a ISO – A Organização Internacional para Padronização – (em inglês: International Standardization Organization – ISO, em francês: L’Organisation internationale de normalisation) é uma entidade que aglomera os grémios de padronização/normalização de 158 países. Clique aqui para saber mais.
Em setembro haverá a votação sobre o padrão para o formato aberto de documentos (Open XML ISO), e tem se destacado muito o OOXML, da Microsoft. Isso preocupa a todos,porque se trata de um padrão fechado,proprietário,que deixa pessoas,governos,empresas,instituíções na mão de uma única empresa cujo código fonte do formato defendido por ela é um completo mistério,até para eles mesmos de tão complicado,é para no mínimo se desconfiar do que ela quer com um padrão.Além do mais por que existir dois padrões?
O padrão escolhido pelos países participantes da votação (entre eles, o Brasil) definirá regras para formatos de arquivos, documentos, dados em geral, para os próximos anos. Outros formatos “não padrões” poderão ser usados, mas o ISO é o que tem maior impacto no mundo. É ele que definirá facilidades ou dificuldades no desenvolvimento de aplicações, na manutenção e conversão de documentos digitais, etc. A votação deve ser feita com consciência. E será que nossos representantes a têm?
A idéia é debater e colocar na mesa as cartas, deixando claros os objetivos, regras, deficiências e dependências do padrão proposto pela Microsoft. Além dele, o ODF (OpenDocument Format, usado no OpenOffice, por exemplo) se destaca, mas a votação decidirá. Dois “padrões”, afinal, não dá.
Nesta quinta-feira agora, dia 9 de agosto, haverá uma reunião da Comissão de Estudo da ABNT que debaterá essa questão, se deve ou não ser aprovado o OpenXML como padrão ISO.

Diga NÃO ao novo formato MS-Office como padrão ISO

Uma petição contra mais este monopólio da gigante de Redmond está disponível aqui,também em português,basta escrever nome,cidade,país,email e depois confirmar a resposta automática que é enviada para seu email

A Free Software Foundation criou seis perguntas para os órgãos nacionais de padronização, que reproduzo abaixo,se quiser ler direto no site deles clique aqui

Seis perguntas aos órgãos nacionais de padronização

[Também disponível em PDF (28k)(em inglês)]

As perguntas seguintes são relacionadas com a requisição de adoção do formato ECMA/MS-OOXML como um padrão IEC/ISO. A menos que o órgão nacional de padronização possua respostas definitivas a estas perguntas, deve votar não na IEC/ISO e solicitar que a Microsoft incorpore o trabalho realizado pelo MS-OOXML no padrão ISO/IEC 26300:2006 (Open Document Format).

Este documento é um sumário. Mais informações estão disponíveis online (em inglês).

  1. Independente de aplicação?

    Nenhum padrão deve depender de um específico sistema operacional, ambiente ou aplicação. Independência de aplicação e implementação são as mais importantes propriedades de todo padrão.

    A especificação do MS-OOXML é livre de referências a produtos de fornecedores em específico e de comportamento específico destes produtos?
  2. Apoia Padrões Abertos pré-existentes?

    Sempre que aplicável e possível, padrões devem ser construídos tendo como base padrões existentes, e não depender de tecnologias proprietárias de um fornecedor em particular.

    O MS-OOXML negligencia diversos padrões, como MathML e SVG, que são recomendados pelo W3C. Ao invés deles, utiliza formatos proprietários de fornecedores específicos. Este comportamento onera todos os fornecedores a seguir os padrões da Microsoft para poder implementar completamente o MS-OOXML, com a utilização de infraestrutura proprietária da Microsoft construída ao longo dos últimos 20 anos. É questionável a possibilidade de qualquer terceiro conseguir implementar esta infraestrutura igualmente bem.

    Qual o benefício de aceitar o uso de formatos de fornecedores específicos em detrimento dos padrões existentes nestas áreas? De onde outros fornecedores receberão implementações compatíveis, competitivas e completas em todas as plataformas para poder evitar custos proibitivos de investimentos?
  3. Compatibilidade com versões anteriores para todos fornecedores?

    Uma das alegadas maiores vantagens do MS-OOXML é sua habilidade de permitir compatibilidade com versões anteriores, também referenciada no release internacional de imprensa da ECMA (em inglês).

    Para qualquer padrão, é essencial que seja implementável por qualquer terceiro sem necessidade de cooperação com outra empresa, informações restritas adicionais, acordos legais ou indenizações. Também é essencial que não seja requerida cooperação de qualquer competidor para alcançar completa e comparável interoperabilidade.

    Levando em consideração a especificação existente do MS-OOXML, é possível que qualquer terceiro implemente compatibilidade com versões anteriores e conversão de formatos comparável com a que a Microsoft pode oferecer, independente de modelo de negócio e sem acesso a qualquer informação adicional e sem cooperação com a Microsoft?
  4. Extensões proprietárias?

    Extensões proprietárias e específicas de certas aplicações são técnicas conhecidas e usadas em particular pela Microsoft para abusar o monopólio dos desktops em mercados relacionados. Esta técnica é o motivo central da decisão da Comissão Européia contra a Microsoft em 2004. Até hoje a Microsoft se nega a publicar a informação de interoperabilidade necessária e solicitada pela Comissão Européia.

    Por este motivo, é de entendimento público que Padrões Abertos não devem permitir tais extensões proprietárias, e que estas técnicas de abuso de mercado não devem ser possíveis em se tratando de Padrões Abertos.

    O MS-OOXML permite extensões proprietárias? A atual implementação do MS-OOXML pela Microsoft é fiel à especificação e livre de extensões não documentadas? Existem proteções contra este tipo de prática abusiva?
  5. Dois Padrões?

    O objetivo da padronização é definir um único padrão. Multiplos padrões sempre são impedimento para competição. A competição de padrões é um fator verdadeiramente estratégico para medir o ganho de controle de um segmento de mercado, como vários exemplos passados já demonstraram.

    Existe um Padrão Aberto para documentos de escritório, chamado “Open Document Format” (ODF) (ISO/IEC 26300:2006). Ambos, MS-OOXML e o ODF são construídos usando tecnologia XML, então eles aplicam a mesma base tecnológica e as mesmas capacidades teóricas. A Microsoft é membro do OASIS, a organização na qual o ODF foi desenvolvido e também a organização que o mantém. A Microsoft tinha conhecimento do processo, e foi convidada a participar dele.

    Porque a Microsoft se recusa a participar no esforço de padronização existente? Porque ela não submete suas propostas técnicas ao OASIS, para que sejam incluídas no ODF?
  6. Legalmente seguro?

    Dar a todos os competidores garantia de segurança legal em decorrência da implementação de um padrão é essencial. Esse tipo de garantia necessita ser clara, confiável e ampla o suficiente para cobrir total interoperabilidade e permitir competição puramente baseada em méritos.

    O MS-OOXML é acompanhado por uma complexa e estrita “promessa de não processar” ao invés de uma permissão de uso de patente típica. Em função de sua complexidade, não é claro qual tipo de segurança jurídica em função de compatibilidade será realmente provida.

    Estudos legais mostram que a “promessa” não cobre todas as funcionalidades opcionais e formatos proprietários requeridos para uma implementação completa do MS-OOXML. A liberdade de implementação por todos os competidores não é garantida para toda a extensão do formato proposto, e questionável mesmo para os componentes centrais.

    O seu órgão nacional de padronização realizou sua análise independente sobre a natureza da permissão de uso de patentes de forma a garantir que ela cobre todas as áreas necessárias para implementação completa do MS-OOXML sem riscos legais?

Todas estas perguntas necessitam respostas que devem ser dadas pelos órgãos de padronização através de conselho independente e especialistas, e principalmente, não pela Microsoft ou seus parceiros de negócio, que possuem direto conflito de interesse nesta questão.

Se não há boas respostas para qualquer dessas perguntas, o órgão de padronização deve votar não na ISO/IEC.

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