Skip to content

20 DE MAIO: O ANIVERSÁRIO DE JERUSALÉM

19/05/2012

Por Osias Wurman, Jornalista

A todos que praticam a fé monoteísta, sejam judeus, católicos ou muçulmanos, a cidade de Jerusalém, lembrada e cantada como sagrada, eterna, de ouro e da paz, é um dos maiores e mais antigos tesouros da religiosidade, tendo sido palco dos mais importantes eventos para estas religiões.

Para os judeus, a capital do Reino de David, que conquistou Jerusalém há mais de três mil anos, abriga as ruínas do templo do Rei Salomão, considerado o local mais sagrado do judaísmo.

Segundo a tradição judaica, foi deste local que o Criador coletou o pó da terra para fazer surgir o primeiro ser humano a sua semelhança: Adão. Foi, também, onde seu filho Caim matou por inveja seu irmão Abel.

O local também foi palco de uma das mais importantes passagens bíblicas que relata a lealdade do patriarca Abraão a Deus, quando levou seu filho Isaac para sacrificá-lo em louvor ao Senhor.

Para os muçulmanos, a Mesquita de Omar, construída sob o espaço outrora ocupado pelo Grande Templo, representa o terceiro mais sagrado local depois de Meca e Medina. Conta a tradição muçulmana que o profeta Maomé teria subido deste local para os céus.

Para a fé cristã, a Igreja do Santo Sepulcro marca o local onde Jesus foi crucificado e ressuscitou. Na população atual da cidade encontramos uma acentuada predominância de judeus.

Ao longo de três milênios, os judeus foram o único povo a considerar esta cidade como sua capital política e espiritual. Mesmo durante os 2.000 anos de exílio judaico, sempre existiram grupos de seguidores das leis mosaicas morando em Jerusalém.

Para comprovar textualmente a importância de Jerusalém para os judeus, comparada com as coirmãs monoteístas, basta contar as 657 vezes em que é citada no Velho Testamento, 154 vezes no Novo Testamento e sem menção no Corão.

Independentemente da notória prevalência judaica nas raízes desta sagrada cidade, cabe às três religiões o mesmo direito de livre acesso e de auto-administração de seus locais sagrados, seguindo rigorosamente os ditames, de suas crenças.

É para garantir este estado de liberdade de acesso e segurança total que o Governo de Israel insiste em manter a soberania política sobre a totalidade da região. Vale lembrar que até julho de 1967, quando a Cidade Velha foi liberada do domínio jordaniano, durante a Guerra dos Seis Dias, os locais sagrados para os judeus, como o Muro das Lamentações, eram mantidos em péssimas condições de manutenção e proibido o acesso de israelenses a estes locais. Até sanitários existiam defronte às ruínas do Grande Templo de Salomão.

Um episódio histórico serve para ilustrar, com clareza, a filosofia dos governantes de Israel com relação às outras religiões da região. Durante os ferozes combates na Velha Jerusalém, em 1967, o comandante-em-chefe das tropas israelenses, general Moshé Dayan, considerado o maior herói militar do Estado de Israel, ao chegar ao Muro das Lamentações com suas tropas, avistou uma bandeira com a estrela de David tremulando no topo da Mesquita de Omar. Imediatamente chamou seu ajudante de ordens e ordenou a retirada sumária da bandeira de Israel, alegando tratar-se de um desrespeito aos muçulmanos.

Esta vem sendo a postura da unanimidade dos governantes israelenses que lhe sucederam nos anos que se passaram. Predominância do respeito a todas as religiões.

Todos os locais sagrados estão situados na Cidade Velha de Jerusalém, que, atualmente, representa menos de 1% da área total da cidade.

A proposta de dividir ou internacionalizar a cidade é, portanto, absolutamente desnecessária e inaceitável para Israel, que ali mantém sua capital, e que vem garantindo o livre acesso e a ordem interna.

A importância desta cidade para o povo judeu já era cantada nos Salmos que dizem: “Se eu te esquecer, Jerusalém, que minha mão direita esqueça sua perícia.”

Indiscutivelmente a Cidade Velha de Jerusalém, pela sua história de fé e devoção — conta hoje com mais de dois bilhões de seguidores em todo o mundo — pertence a todos os povos amantes da paz e deve permanecer eternamente sob a custódia dos que sabem respeitá-la: os descendentes da religião do Rei David.

 

Fonte: Rua Judaica

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: