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Senador Suplicy, Faixa de Gaza e Israel

26/05/2010

Nos dias 23 e 25 de maio corrente o JBOnline divulgou duas cartas, aqui e aqui, uma do Senador Eduardo Suplicy e outra do embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, respectivamente.

A carta do Senador Eduardo Suplicy fala de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e o chamado Free Gaza Movement, e a carta do embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher  é a resposta.

Abaixo apenas transcrevo as referidas cartas para apreciação e reflexão dos amigos leitores. Aviso de antemão que qualquer comentário ofensivo será deletado.

A expedição por Gaza livre

Eduardo Suplicy, Jornal do Brasil

RIO – Excelentíssimos senhores presidente de Israel, Shimon Peres, primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher

Como senador do Brasil, representante do estado de São Paulo e do Partido dos Trabalhadores, gostaria de aproveitar  a oportunidade, que me propicia o Jornal do Brasil, para fazer um apelo a Vossas Excelências – semelhante ao que também estão fazendo senadores de outros países, a exemplo do senador Mark Dearey, da Irlanda – para que o governo de Israel permita a viagem dos oito navios, três de passageiros e cinco de carga, do Movimento Gaza Livre, desde Chipre até a Faixa de Gaza, que se inicia nesta segunda feira, 24 de maio. Fui convidado a participar desta expedição. Entretanto, como ela terá a duração de duas semanas, coincidentes com a época de votações importantes que ocorrerão no Senado Federal, não poderei acompanhar a viagem. Aqui, todavia, e no Senado, expresso a minha solidariedade a este movimento, que é inteiramente pacífico.

Gostaria de transmitir que me considero um amigo de Israel e solidário ao povo judeu. Tenho também apoiado os passos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para promover a paz no Oriente Médio. Imbuído da experiência brasileira de que aqui os povos de todas as origens – como os judeus, os árabes, os persas, os palestinos, os asiáticos, os africanos, os americanos, os europeus – temos sabido conviver tão bem para a promoção do progresso, avalio como muito importantes os diálogos diretos que têm realizado com os chefes de Estado de todo o Oriente Médio, incluindo Vossas Excelências, com as autoridades palestinas e com o presidente do Irã. Bem ressaltou o presidente Lula, que, quando vai ao Hospital Albert Einstein, assim como quando vai ao Hospital Sírio-Libanês, vê médicos judeus e árabes colaborando uns com os outros.

Os oito barcos do Free Gaza Movement vão levar alimentos, agasalhos, material de construção e a solidariedade de povos de numerosas nações para que possam os palestinos reconstruir as suas habitações e criar um futuro novo, justo e solidário. São apenas produtos típicos do que se pode qualificar de ajuda humanitária, devidamente inspecionados por autoridades, tais como o próprio senador Dearey. Ali estão italianos, irlandeses, canadenses, gregos, tunisianos, alemães, australianos, americanos, ingleses, escoceses, dinamarqueses, israelenses e palestinos. Todos têm anos de experiência de voluntariado em Gaza e na Cisjordânia, a convite dos palestinos.

O objetivo do movimento é o de quebrar o cerco a Gaza, aumentar a consciência internacional sobre o fechamento da Faixa de Gaza e indicar a Israel quão importante é rever a sua política de sanções ocorrida desde o início da ocupação daquele território, em 5 de junho de 1967. Faz-se necessário que os habitantes do mundo inteiro tenham acesso, sem quaisquer impedimentos, às águas e ao espaço internacional, em conformidade com as resoluções da ONU, com a lei internacional e com o direito de ir e vir.

Na minúscula Faixa de Gaza (360 km2), vive l milhão e meio de palestinos. Trata-se da faixa de terra mais densamente povoada do planeta, e da mais antiga população de refugiados que o mundo moderno já conheceu.

O caminho para aliviar o sofrimento do povo palestino foi traçado nas principais resoluções da Organização das Nações Unidas e passa pelo fim do bloqueio a Gaza e à Cisjordânia. Mas a implementação das resoluções da ONU depende de uma palavra de confiança de todos os povos.

Que Israel possa lembrar do belo e veemente apelo do presidente Barack Obama, quando ainda senador, em 24 de julho de 2008, diante da Porta de Brandenburgo e de 200 mil pessoas, ao recordar a construção e demolição do Muro de Berlim. Proclamou ele que não era mais tempo de haver quaisquer muros que separem os que muito têm dos que pouco têm, os judeus, dos islâmicos, dos cristãos, dos budistas e das pessoas de quaisquer origens, raças ou religiões. Precisamos “que todos venhamos a nos dispor a ouvir uns aos outros, aprender uns com os outros e, sobretudo, a confiar uns nos outros”.

Eduardo Suplicy é senador (PT-SP).

23:14 – 23/05/2010

Sobre a carta do senador e a Faixa de Gaza

Giora Becher, Jornal do Brasil

RIO – Distinto senador Suplicy,

Li a sua carta (JB, dia 24, pág. A11) dirigida ao meu presidente, ao primeiro-ministro e a mim pessoalmente com muito cuidado e com todo o respeito que esta merece, pois sei que o senhor é um verdadeiro amigo do meu país, amigo de Israel e do povo judeu.

Posso assegurar-lhe que Israel acompanha de perto a situação humanitária na Faixa de Gaza e tem trabalhado de forma consistente para assegurar que todas as necessidades básicas dos residentes da Faixa de Gaza sejam atendidas.

Para isto, Israel mantém passagem em sua fronteira com a Faixa de Gaza através da qual são fornecidos alimentos, combustível e outros suprimentos. Estes pontos de transferência operam apesar de numerosos ataques terroristas palestinos nesta travessia, o que tem custado a vida de alguns israelenses.

Prezado senador, posso lhe garantir que não existe crise humanitária em Gaza apesar das tentativas do regime ilegal e terrorista do Hamas em Gaza tentar retratar a situação desta forma. Uma grande quantidade de mantimentos e auxílio humanitário atravessa a Faixa de Gaza regularmente. Todos os dias, dezenas de caminhões carregados de suprimentos são transportados de Israel para a Faixa de Gaza.

Israel ofereceu aos organizadores da flotilha mencionada em sua carta transferir a ajuda ao povo de Gaza pelas passagens, mas infelizmente, devido a razões políticas e de propaganda, nossa oferta foi recusada. É importante que o povo brasileiro entenda que a Faixa de Gaza está sendo controlada por uma organização terrorista que não reconhece o direito de Israel de existir e opta pela continuidade de uma luta armada e violenta contra Israel e seus cidadãos.

Infelizmente, a organização terrorista Hamas está tentando fazer uso de parte deste auxílio e suprimento contrabandeado para a Faixa de Gaza, reforçando a sua capacidade militar e se preparando para a próxima operação militar contra Israel e seus cidadãos.

Estimado senador Suplicy, como um bom amigo de Israel e, tenho certeza também do povo palestino, apelo para que use sua influencia sobre os organizadores do chamado Free Gaza Movement para que enviem a sua ajuda para Israel para que possamos transferir este auxílio, após inspeção apropriada, para os residentes da Faixa de Gaza. Se eles de fato se importam com estas pessoas e não com a propaganda anti-israelense, com certeza aceitarão a nossa oferta.

Giora Becher é embaixador de Israel no Brasil.

22:36 – 25/05/2010

Boa leitura.

Fontes:

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/05/23/e230516684.asp

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/05/25/e250517570.asp

http://www.owurman.com/blog/

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