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10 coisas que você ainda não sabe sobre o OpenSource

02/05/2007

Muito interessante este artigo publicado no Underlinux

“Brian Behlendorf, idealista focalizado do OS, e um dos desenvolvedores do servidor web Apache (que dispensa comentários) dissertou, em uma palestra na “Digital Freedom Expo” na Universidade de Western Cape, sobre as “10 possíveis fatos sobre o Open-source, desconhecidos pela grande maioria”…

1. O Open Source antecedeu inclusive o software proprietário

A maioria das pessoas tem uma visão de que o Open Source é uma idéia nova, radicalista. No entanto softwares que tangeriam futuramente ao atual molde de Open Source, já tinham seus códigos-fonte expostos a observação e modificação, inclusive era esperado que o fizessem. Mas, em 1976, graças ao nosso ‘amigo’ Bill Gates, e sua famosa carta no Clube de Computação de Homebrew incentivando que se parassem de partilhar os códigos BASIC dos seus Altair’s (na época), deu origem ao primeiro movimento privativista de softwares. Eis que, em 1985, surge a nossa “Liga da Justiça” a Free Software Foundation, como afronta ao que os moldes que o movimento do “close-code” estava instaurando.

2. Apache manteve a web livre

Em 1995, quando o Apache foi lançado, o Netscape era o browser mais popular, e havia o temor que se a mesma companhia dominasse o mercado de browsers e servidores web, isso passaria a tornar-se uma hegemonia. Porém, o lançamento do Apache foi feito com dois propósitos. O velho incentivo ao trabalho colaborativo em prol de um melhor produto final e a manutenção do protocolo HTTP como um padrão livre.

3. O Open SSL manteve a criptografia livre e ao alcance de todos

A biblioteca de criptografia Open SSL, é um claro exemplo de segurança através da transparência. No momento em que o exército americano estava preocupado com o perigo resultante da criptografia de dados e tentava “ilegalizar” a exportação de qualquer dado criptografado sobre uma cifra maior que 40 bits (comparado aos 128 bits usualmente aplicados, isso era um absurdo), em o Open SSL e sua plataforma aberta de criptografia, possibilitando uma maior confiabilidade nos métodos de criptografia, “pondo a baixo” essa necessidade de retenção, ao menos no que diz respeito ao software livre.

4. Open Source “salva o pescoço” do free-genoma

Um pequeno trocadilho pra um dado importante, caso o doutorando Jim Kent, em 2002, não tivesse escrito o código de 10.000 linhas de um software em perl, capaz de processar uma quantidade de dados brutos do sequenciamento do genoma humano, e esse mesmo código não tivesse sido executado em mais de 100 servidores linux espalhados pelo planeta, em alguns meses a fusão de companhias Celera, teria sequenciado e patenteado o genoma humano pra si! Caberia absurdo maior?

5. Amor platônico da Micro$oft pelo Open Source

Por incrível que pareça, é uma verdade, afirmada por fatos. O primeiro uso do TCP/IP pelo Window$ foi uma parte de um código de Berkley. Têm-se ainda (citados por Behlendorf) os casos das “manobras” da Micro$oft com programas como MySQl e JBoss. Também vê-se os casos do Codeshare, Channel 9 e alguns outros sites que indicam sinais de “open-microsoft”. Como Behlendorf mesmo disse: “arrastado a pontapés e gritos rumo ao futuro”.

6. Nem só de “bons-samaritanos” vive o Open Software

Muitos dos desenvolvedores que colaboram com o Open Software, fazem isso em benefício (financeiro, inclusive) próprio. Estimativamente, é muito mais simples e rápido o desenvolvimento colaborativo, resume o trabalho individual e dispõe de resultados em um tempo infimamente menor do que a produção de um único indivíduo.

7. Comunidades online realmente PODEM agir

Enquanto a colaboração internacional entre voluntários tende a desordem, surge um novo tipo de gerenciamento de software, que maximiza o numero de voluntários e seu potencial de diferenciação. Devido a transparência, todos podem ver o que foi feito, agilizando a ambientação e facilitando o “auto-policiamento”.

8. A liberdade maior: o direito de “fork”

Originalmente, a função fork, permitia que se fizesse (em runtime) um “clone” de parte do código, alterando as suas necessidades e se pusesse a rodar em paralelo com o original, executando tarefas específicas.

Qualquer pessoa pode criar sua própria versão de uma parte existente do Open Source Software. Esse aspecto do OSS é essencial para validar o poder do gerente de desenvolvimento, a medida que precisa estar receptivo (aberto) o suficiente de modo a suprir as necessidades da equipe para não “empurrá-los” a outro projeto.

9. Open source ainda pode mudar o mundo!

Behlendor afirmou entusiasmadamente que isso ainda é possível, e vem se tornando fato. Apoiou sua afirmação na possibilidade do uso do OS em eleições, ou na forma com que vem ajudando os internautas chineses a burlar a burocracia barata que restringe o uso da mesma em seu país, ou ainda a inciativa do OLPC (One Laptop Per Children). Inclusive, citou como exemplo, a batalha pelo gerenciamento dos direitos de gerenciamento digital, como fato apoiador.

10. Open Source precisa da SUA ajuda (quem quer você seja)

Você sequer precisa ser programador para participar da comunidade global Open Source. Basta testar, e fundamentalmente USAR, inciativas OS. Existem inclusive (cita-se o OpenOffice, BrOffice, Firefox) inciativas OS para Window$! Caso encontre algum bug ou falha no programa, comunique! Participe de fóruns, experimente distribuições Live (rodam direto do CD, sem precisar instalar) Linux como Ubuntu. E ainda, caso tenha fluência, participe traduzindo documentação ou mesmo aplicações do Inglês > Portugues, etc. O principal é interagir!

Texto extraído do original em Tectonic.

From → Noticias, Software

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